Ministro Márcio Elias disse ainda que 21% das exportações do país para os EUA estarão expostas a possível taxação.
O ministro Marcio Elias, do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), afirmou que entre os setores que sofreriam o maior impacto da possível tarifa de 25%, estão o de máquinas, equipamentos e plásticos.
A fala ocorreu nesta terça-feira (2), após uma reunião de ministros do governo brasileiro para discutir uma reação à recomendação do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos).
“Os setores mais atingidos seriam de máquinas, de equipamentos, que tem valor agregado e traz muito prejuízo como disse o Vice-Presidente, para emprego, para renda para as indústrias. Setor de plásticos, produtos de madeira, esquadrias de madeira, papel, cartão, calçados também é um setor que seria em tese. Ferro fundido, e peixe e crustáceos”, elencou o ministro.
Entretanto, Elias afirmou que que o governo acredita que a recomendação não será convertida em tarifas.
O Ministro ressaltou ainda que a recomendação feita pelo USTR alcançaria, hoje, em torno de 21% do que o país exporta para os EUA.
“Nós temos cerca de 54% do que nós exportamos para os EUA, livre do tarifaço. 25% estão na Seção 232, e 21% é o que ficaria exposto se essa recomendação se convertesse, se a tarifa fosse aplicada”, disse.
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