Quando sentiu a reação aos seus abusos, da imprensa ao Supremo Tribunal Federal (STF), surge o Bolsonaro se-puder-recuar-eu-recuo.
Em suma, um covarde!, cujos recuos não se devem a nenhum raciocínio mais elaborado, mas sempre que sente que poderá ser enquadrado por algum assomo de institucionalizado.
Aqui, suas declarações de hoje, segundo o G1:
Sobre a calúnia contra Fernando Santa Cruz e a AP
Em suas declarações, Bolsonaro insinuou que Santa Cruz foi executado pelos companheiros por suspeita de expor o grupo à repressão. Também taxou de terrorista a Ação Popular e os ex-membro da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos.
Sua explicação, quase súplice:
O que que eu falei de mais para vocês? Me respondam. O que eu tive conhecimento na época. Eu ofendi o pai dele? Não ofendi o pai dele. O que eu tive conhecimento na época, o assunto foi esse”, disse Bolsonaro para jornalistas na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada.
(…) Eu não tenho essa obrigação [de responder o pedido], agora, é só transcrever o que eu falei para vocês [jornalistas] aqui”, respondeu o presidente. “Mesmo eu não sendo obrigado, eu presto. Eu não falei nada de mais, eu vou entregar o vídeo e vou fazer a degravação e mandar”, completou.
Sobre os ataques à memória dos mortos e desaparecidos da ditadura.
Lamento todas as mortes que tiveram dos dois lados, se não tivesse aquela vontade de implantar o comunismo no Brasil não teria nada disso. Se tivessem aceitado a normalidade do que acontecia, nada teria”, afirmou o presidente.
Sobre a decisão do STF impedindo a transferência da Funai para a Agricultura
Bolsonaro afirmou também que considerou “acertada” a decisão do STF que manteve suspensa a validade do trecho de uma medida provisória, assinada pelo presidente, que transferiu para o Ministério da Agricultura a demarcação de terras indígenas.
Sobre a Ancine
Leia também: A crise da República tem um nome: Jair Bolsonaro, por Fábio de Oliveira Ribeiro
Tem um decreto para vir para Brasília, e já começou a pressão para deixar tudo como está. Já apresentou o rascunho para mim, o Osmar Terra, como seria a Ancine, em uma versão parecida com o dinheiro da Lei Rouanet. Está sendo estudado. Se eu puder recuar, eu recuo”, afirmou o presidente.
Deixe um Comentário