Ações ainda resultaram na prisão de 18 mil pessoas e na apreensão de armas e drogas. Também houve queda nos homicídios, latrocínios e roubos de veículos entre 2025 e 2026
Em menos de dois meses, o programa Brasil Contra o Crime Organizado, do governo federal, levou a um prejuízo estimado em R$ 3 bilhões às facções criminosas. Somente nas ações de enfrentamento às fraudes eletrônicas e ao estelionato digital, foram bloqueados R$ 103 milhões.
Lançado no dia 12 de maio pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o programa tem como foco desarticular as estruturas econômicas, operacionais e territoriais que sustentam as organizações criminosas. As operações são coordenadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), e envolvem também agentes dos estados.
De acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira (1º), essas ações também resultaram na prisão de 18,8 mil pessoas; na apreensão de quase 135 toneladas de drogas e na erradicação de mais de 93 mil pés de maconha.
Além disso, o MJSP aponta para a retirada de circulação de 2.159 armas de fogo e 31,4 mil munições; a apreensão de mais de R$ 723 milhões em bens e o bloqueio de outros R$ 324,9 milhões em ativos financeiros.
Ao todo, as operações envolveram mais de 17 mil profissionais das forças de segurança federais, estaduais e municipais. Cálculos feitos pela pasta indicam que para cada R$ 1 empregado nas ações operacionais do programa, foi produzido um prejuízo aproximado de R$ 50 às organizações criminosas.
“O crime organizado atua como uma rede. Nossa resposta também precisa ser integrada. Estamos atacando não apenas quem executa os crimes, mas principalmente as estruturas financeiras, logísticas e patrimoniais que sustentam essas organizações”, disse o secretário de Segurança Pública, Chico Lucas.
Queda nos crimes violentos e patrimoniais
Outro dado apresentado pelo MJSP diz respeito à redução dos crimes violentos e patrimoniais entre maio de 2025 e maio de 2026. Os homicídios dolosos caíram 17,5%, os latrocínios tiveram redução de 14,3% e as lesões corporais seguidas de morte diminuíram 38,7%.
Ao mesmo tempo, o roubo de carga recuou 32%, o de veículos caiu 26%, os furtos de veículos reduziram 12% e os roubos a instituições financeiras registraram diminuição de 71% no período.
*Com informações do Vermelho



