Ceilândia em Alerta — A Venezuela assinou nesta quarta-feira (2) oito contratos com empresas estrangeiras para ampliar a exploração de petróleo e recuperar parte da infraestrutura energética do país. A cerimônia ocorreu no Palácio de Miraflores, em Caracas, e contou com a presença do secretário de Energia dos Estados Unidos, Christopher Wright.
Entre os acordos estão a expansão das operações da norte-americana Chevron e da italiana Eni em campos venezuelanos. A General Electric também firmou um contrato para contribuir com a recuperação do sistema elétrico da Venezuela, que enfrenta problemas recorrentes de abastecimento e apagões.
A presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, classificou a assinatura dos contratos como um “dia histórico”. Segundo o governo dos Estados Unidos, os novos entendimentos fazem parte de uma estratégia para recuperar a produção de petróleo da Venezuela e estimular a entrada de investimentos privados no setor.
Chevron prevê investimento de US$ 7 bilhões
A Chevron anunciou a intenção de investir mais de US$ 7 bilhões na Venezuela nos próximos cinco anos. A empresa pretende elevar a produção no país para aproximadamente 600 mil barris de petróleo por dia.
A italiana Eni, por sua vez, assinou com a estatal venezuelana PDVSA um contrato com duração de 25 anos para desenvolver o campo de Junín 5.
Apesar dos anúncios, permanece a incerteza sobre a formalização do acordo petrolífero entre Venezuela e Estados Unidos apresentado pelo presidente norte-americano Donald Trump como o “maior acordo petrolífero da história mundial”.
O entendimento anunciado em agosto prevê a exploração de 17 campos venezuelanos, que, juntos, concentram cerca de 65 bilhões de barris em reservas comprovadas.
Acordo com os EUA ainda não foi confirmado
A expectativa era de que a visita de Christopher Wright a Caracas também servisse para formalizar o acordo entre os dois países. No entanto, isso não ocorreu durante a cerimônia de quarta-feira.
Questionada sobre a situação, Delcy Rodríguez afirmou que parte das negociações ocorreu nos Estados Unidos e outra na Venezuela, mas não confirmou que a sociedade prevista entre os dois países já esteja oficialmente constituída.
Na terça-feira (1º), o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, também havia declarado que o acordo bilateral ainda não tinha sido formalmente assinado pelos governos.
A falta de informações detalhadas sobre os termos do entendimento vem provocando questionamentos entre parlamentares venezuelanos. A oposição cobra transparência sobre as condições do contrato e sobre a participação norte-americana na exploração das reservas de petróleo.
Washington prevê mais de US$ 100 bilhões em investimentos
De acordo com o governo Trump, o projeto poderá atrair mais de US$ 100 bilhões em investimentos, aumentar significativamente a produção venezuelana e reforçar a segurança energética dos Estados Unidos.
Washington também sustenta que a ampliação da oferta de petróleo venezuelano poderá contribuir para reduzir os preços dos combustíveis no mercado norte-americano.
Enquanto os contratos com Chevron e Eni representam avanços concretos na tentativa de recuperar a indústria petrolífera venezuelana, o chamado “maior acordo petrolífero da história” ainda depende de definições sobre sua estrutura, seus termos e a forma como será implementado.
Fonte: Metrópoles
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



