“Eu serei um soldado nesta luta em defesa da luta contra o feminicídio”, afirma o presidente
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou, nesta quarta-feira (3), seu compromisso de enfrentar a escalada da violência contra mulheres no país. As declarações foram feitas durante a entrega de Carteiras Nacionais de Docente e equipamentos do Programa Mais Professores, no Ceará.
No discurso, Lula revisitou episódios de sua trajetória política e pessoal para enfatizar a necessidade de reação da sociedade diante de casos recentes de feminicídio. Ele destacou que sua experiência de resistência o motiva a assumir papel ativo no combate a essa violência.
Em tom firme, Lula dirigiu-se diretamente aos homens presentes no evento — professores, reitores, parlamentares e autoridades estaduais — defendendo que a responsabilidade pelo enfrentamento à violência contra mulheres deve recair sobretudo sobre eles. “Nós não podemos mais ficar quietos, passivos contra a violência que está se estabelecendo neste país contra as mulheres. Não é problema das mulheres. É problema de um animal chamado ‘homem’”, afirmou, citando casos recentes de agressões brutais divulgados pela imprensa.
O presidente classificou os episódios como sinais de um comportamento social que precisa mudar. Ele criticou a naturalização da violência doméstica e condenou homens que tratam suas companheiras como subordinadas. “O cara chega em casa, acha que a mulher é escrava dele, que tem que fazer comida para ele meia noite. […] E se a mulher não está em casa, ela não presta. É preciso mudar de comportamento”, disse.
Lula também relatou a história de sua mãe, Dona Lindu, ressaltando que foi criado sob valores de firmeza e independência. “No dia em que meu pai foi me bater, a mangueira que meu pai ia me bater bateu na cabeça dela, ela foi embora de casa. Ela não ficou mendigando o amor do meu pai a troco de um prato de comida”.
Ao anunciar que pretende articular um movimento nacional de enfrentamento à violência de gênero, o presidente afirmou que recorrerá aos demais Poderes para ampliar a mobilização. “Nós, homens que temos caráter, dignidade, que tratamos as mulheres com respeito, não podemos aceitar que alguém ligado à gente seja violento contra a mulher. Não podemos. É preciso dar um jeito”, declarou.
Lula ainda fez referência às próximas eleições e disse não querer o apoio de agressores. “O vagabundo que bate na mulher não precisa votar no Lula para presidente da República, porque esse voto não presta”, afirmou.
Ao final do discurso, ele reiterou que dedicará seus esforços ao tema. “A luta contra o feminicídio, contra a violência contra as mulheres, não é uma coisa só de vocês. Tem que ser uma coisa nossa, que somos a parte violenta da sociedade. Quero que as mulheres e homens saibam: eu serei um soldado nesta luta em defesa da luta contra o feminicídio”, concluiu.
Fonte: brasil247
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