PF suspeita de fraude para ocultar origem de dinheiro vivo e amplia cerco contra aliados de Sóstenes


A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e faz parte de uma investigação que busca esclarecer possíveis crimes relacionados à ocultação de patrimônio, lavagem de dinheiro e outros fatos que ainda estão sendo apurados pelas autoridades.


As investigações continuam, e a Polícia Federal deverá analisar todo o material apreendido antes de concluir o inquérito. Os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório.

A investigação da Polícia Federal ganhou novos desdobramentos ao apontar a suspeita de que aliados do deputado Sóstenes teriam participado de uma suposta fraude na transferência de um imóvel avaliado em R$ 460 mil. Segundo os investigadores, a escritura teria sido utilizada para tentar justificar a origem do dinheiro em espécie apreendido em operação anterior.
Para a PF, a suspeita negociação do imóvel pode representar uma tentativa de acobertar a verdadeira origem dos recursos e dificultar o rastreamento financeiro. A hipótese investigada é de que a documentação tenha sido produzida apenas para conferir aparência de legalidade aos valores sob investigação.
Na quarta-feira (1º), a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em Goiás, Minas Gerais e no Distrito Federal. Durante a operação, foram apreendidos cerca de R$ 160 mil em dinheiro vivo, além de dólares e relógios de luxo, reforçando as suspeitas que motivaram a ofensiva policial.

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