Petista recebeu 569.930 votos e enfrentará a atual governadora, que terminou o primeiro turno com 49,93%; candidato afirma que pretende dialogar com adversários para ampliar alianças.
Ceilândia em Alerta – O candidato Leandro Grass (PT) afirmou que houve irregularidades na campanha de Celina Leão (PP) e anunciou que buscará formar uma frente ampla para disputar o segundo turno do Governo do Distrito Federal. As declarações foram feitas na noite deste domingo (4), após a confirmação de que os dois candidatos voltarão a se enfrentar nas urnas em 25 de outubro.
Com 100% das urnas apuradas, Celina terminou o primeiro turno na liderança, com 825.530 votos, equivalentes a 49,93% dos votos válidos. Grass ficou em segundo lugar, com 569.930 votos, ou 34,47%, segundo os resultados oficiais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em discurso no comitê de campanha, no Setor Comercial Sul, Grass afirmou que sua candidatura priorizou propostas e contato direto com os eleitores. Ao mesmo tempo, acusou a campanha adversária de abuso de poder econômico e de comunicação e de disseminação de informações falsas.
As declarações são acusações feitas pelo candidato e não significam que irregularidades tenham sido comprovadas pela Justiça Eleitoral.
Grass cita propaganda irregular e episódio em Taguatinga
Ao comentar o primeiro turno, Grass afirmou que sua campanha apresentou denúncias à fiscalização eleitoral envolvendo faixas e materiais que, segundo ele, estariam fora das regras estabelecidas para a propaganda.
O petista também relatou ter encontrado um comitê funcionando próximo a uma seção eleitoral em Taguatinga no dia da votação. Segundo sua versão, a denúncia teria sido apresentada pela manhã, mas a polícia somente teria comparecido ao local por volta das 16h30.
Grass voltou ainda a mencionar episódios envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master, além de um contrato firmado pelo Governo do Distrito Federal com a Real JG Facilities.
Segundo reportagem do Brasil de Fato, a Real JG teria transferido R$ 1,4 milhão para a Faceng Engenharia, empresa pertencente ao marido e à filha de Celina Leão. O candidato também mencionou a Operação Drácon e o processo por improbidade administrativa no qual a governadora figura como ré.
As referências foram utilizadas por Grass como parte de sua argumentação política contra a adversária. A existência de investigações, processos ou relações comerciais citadas durante a campanha não representa, isoladamente, comprovação de responsabilidade ou prática de crime por Celina Leão.
Candidato pretende ampliar alianças
Para o segundo turno, Grass afirmou que pretende conversar com candidatos e grupos políticos que não integraram sua coligação no primeiro turno.
Entre os nomes citados estão Paula Belmonte (PSDB), Kiko Caputo (Novo), Ricardo Cappelli (PSB) e o ex-governador José Roberto Arruda (PSD), cuja candidatura foi indeferida pela Justiça Eleitoral antes da votação.
Paula Belmonte terminou o primeiro turno em terceiro lugar, com 8,51% dos votos válidos. Kiko Caputo recebeu 4,36%, enquanto Cappelli obteve 2,23%.
Grass afirmou que pretende construir uma “frente ampla em defesa de Brasília” e defendeu que o segundo turno seja pautado pela comparação entre projetos para o Distrito Federal.
Celina Leão, por sua vez, chegou muito perto de encerrar a disputa ainda no primeiro turno. Para vencer nessa etapa, precisaria obter mais da metade dos votos válidos, mas terminou com 49,93%.
A segunda votação para o Governo do Distrito Federal será realizada em 25 de outubro. Até lá, as duas campanhas deverão buscar o apoio dos eleitores dos candidatos eliminados no primeiro turno e apresentar suas propostas para a próxima gestão do GDF.
🔍 Fontes: Brasil de Fato; Tribunal Superior Eleitoral (TSE).



