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Trump confunde Brasil com Índia, mas elogia rapidez do voto eletrônico

Donald Trump sentado à secretária no Salão Oval da Casa Branca, sorridente e com gravata rosa. Flávio Bolsonaro, com gravata amarela listrada, e Eduardo Bolsonaro, com gravata escura, estão de pé ao seu lado, acompanhados por outro homem ao fundo, entre várias bandeiras oficiais dos Estados Unidos.
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Crédito: Reprodução

Ao comentar as eleições brasileiras, presidente dos Estados Unidos destacou a velocidade da apuração do voto eletrônico, mas identificou equivocadamente o país como Índia.

Ceilândia em Alerta – Poucas horas depois do encerramento do primeiro turno das eleições brasileiras, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou uma mensagem nas redes sociais elogiando a rapidez da apuração do voto eletrônico. Na postagem, porém, o republicano aparentemente confundiu o Brasil com a Índia ao afirmar que 125 milhões de pessoas haviam participado de uma eleição presidencial indiana.

A publicação foi feita na Truth Social e utilizou a rapidez da divulgação dos resultados como contraponto ao sistema eleitoral dos Estados Unidos. O número mencionado por Trump coincide aproximadamente com o total de brasileiros que compareceram às urnas neste domingo (4).

A Índia, entretanto, não realizou eleição presidencial no domingo. Além disso, diferentemente do Brasil, o presidente indiano não é escolhido diretamente pela população, mas por um colégio eleitoral formado por parlamentares nacionais e estaduais.

Na mensagem, Trump também voltou a criticar o processo eleitoral norte-americano. Ele afirmou que localidades dos Estados Unidos levam mais tempo para concluir suas apurações, mesmo trabalhando com um número menor de votos.

Voto eletrônico brasileiro é citado por Trump

Embora tenha chamado o Brasil de Índia, Trump destacou a rapidez com que os resultados foram conhecidos. A apuração brasileira começou após o encerramento da votação e avançou rapidamente ao longo da noite.

O sistema brasileiro utiliza urnas eletrônicas para registrar os votos e uma estrutura informatizada para totalizar os resultados enviados pelas seções eleitorais. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também mantém diferentes etapas de fiscalização, auditoria e verificação dos sistemas utilizados no processo.

A manifestação chama atenção porque o presidente norte-americano tem histórico de críticas ao sistema eleitoral dos próprios Estados Unidos. Trump continua questionando o resultado da eleição presidencial norte-americana de 2020, vencida por Joe Biden, apesar de não terem sido comprovadas fraudes capazes de alterar o resultado daquele pleito.

No Brasil, o sistema eletrônico também já foi alvo de questionamentos políticos e de conteúdos que colocavam em dúvida sua segurança. O TSE afirma que as urnas e os sistemas eleitorais passam por procedimentos de fiscalização antes, durante e depois das eleições.

Confusão repercute nas redes sociais

A troca do Brasil pela Índia rapidamente chamou atenção de usuários da Truth Social. Alguns responderam diretamente à publicação apontando que não havia ocorrido eleição presidencial indiana naquele domingo e relacionando os 125 milhões de votantes mencionados por Trump ao pleito brasileiro.

Apesar do erro na identificação do país, a mensagem representou um reconhecimento da velocidade da apuração brasileira em comparação com a experiência norte-americana.

Brasil e Estados Unidos adotam modelos eleitorais diferentes. Nos EUA, a administração das eleições é descentralizada e cabe principalmente aos estados e autoridades locais, que possuem regras e métodos próprios para votação e contagem. Isso ajuda a explicar por que a divulgação dos resultados pode ocorrer em ritmos diferentes pelo país.

No Brasil, a Justiça Eleitoral organiza nacionalmente o processo e utiliza o voto eletrônico em todo o território, permitindo que a totalização dos resultados ocorra poucas horas depois do encerramento da votação.


🔍 Fontes: ICL Notícias; Tribunal Superior Eleitoral (TSE); UOL.

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