

O governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (5) uma nova medida para intensificar sua política de deportações: pagar US$ 1 mil (cerca de R$ 5.658) a imigrantes em situação irregular que aceitarem deixar o país voluntariamente.
O programa de “autodeportação” foi criado como alternativa ao processo tradicional de expulsão, que, segundo dados do próprio governo, custa em média US$ 17.121 (cerca de R$ 96,9 mil) por imigrante deportado. Com isso, a nova iniciativa promete reduzir em até 94,2% os gastos públicos com deportações.
Desde que reassumiu a presidência dos EUA, Donald Trump tem intensificado o combate à imigração ilegal, retomando sua promessa de campanha de deportar ao menos 11 milhões de estrangeiros sem documentação. O programa de incentivo financeiro para autodeportação é mais um passo dentro dessa política.
A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou que a nova abordagem visa evitar prisões e facilitar a saída voluntária dos imigrantes. “Se você está aqui ilegalmente, a autodeportação é a melhor, mais segura e mais econômica maneira de deixar os Estados Unidos e evitar a prisão”, disse ela. Ela também explicou que o programa inclui passagens custeadas pelo governo e apoio logístico por meio do aplicativo CBP Home.

Para aderir à medida, o imigrante irregular precisa se inscrever voluntariamente no programa. Caso seja aprovado, ele receberá um incentivo financeiro de US$ 1 mil, terá as passagens aéreas para o país de origem custeadas pelo governo dos Estados Unidos e será removido da lista de detenção da agência de imigração.
Segundo o governo Trump, o primeiro caso registrado é o de um cidadão hondurenho que deixou Chicago rumo a Honduras. Outros bilhetes já teriam sido emitidos para as próximas semanas.
Apesar de ser novidade nos EUA, programas de retorno voluntário assistido já existem em diversos países europeus. No Reino Unido, por exemplo, o governo oferece 3 mil libras (cerca de R$ 22,5 mil) a estrangeiros que aceitam sair voluntariamente, com a condição de não retornarem ao país por cinco anos.
A proposta dividiu opiniões nos Estados Unidos. Críticos apontam que o pagamento pode incentivar saídas em massa sem garantias de reintegração nos países de origem, além de afetar comunidades imigrantes estabelecidas no país. Já apoiadores do governo enxergam na medida uma alternativa econômica e menos traumática para acelerar as deportações.
O Departamento de Segurança Interna acredita que o programa pode reduzir em até 70% os custos totais com deportações forçadas, além de aliviar o sistema carcerário e processual da imigração.
Com informações do Diário do Centro do Mundo
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