O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, criticou o modelo atual de comércio entre Brasil e China e defendeu mudanças na política de exploração de terras raras, com foco na industrialização e na geração de empregos no país. As declarações foram feitas em entrevista ao programa Inteligência Ltda, no YouTube, segundo informações do portal RT Brasil.
Durante a entrevista, Flávio argumentou que o Brasil precisa agregar valor às suas exportações e reduzir a dependência da venda de commodities. Ao comentar a relação comercial com a China, ele afirmou: “A gente é o maior exportador de minério de ferro para a China. A gente exporta um navio de minério de ferro e recebe de volta uma canoa de laptop e celular. Por que isso não pode ser fabricado aqui, produzido aqui?”
Defesa da industrialização e das terras raras
O senador defendeu uma revisão na política brasileira para exploração de terras raras — minerais estratégicos utilizados na produção de tecnologias avançadas —, propondo maior transferência de tecnologia e desenvolvimento interno da cadeia produtiva.
A crítica central de Flávio Bolsonaro se concentrou na ausência de políticas industriais mais robustas, que permitam ao Brasil transformar matérias-primas em produtos de maior valor agregado, reduzindo a dependência de importações tecnológicas.
Acusações sem provas sobre política externa
Na mesma entrevista, o parlamentar abordou temas de política internacional envolvendo os Estados Unidos e fez acusações sem apresentar evidências. Ele sugeriu que a retirada de sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, teria ocorrido a partir de uma suposta negociação envolvendo o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“O que se diz é que ele [Lula] deu as terras raras para os Estados Unidos e se comprometeu em combater o crime organizado. Não cumpriu nada. A gente que conhece o Lula já sabe que ele ia mentir, não ia cumprir”, afirmou.
Segurança pública e endurecimento penal
Flávio Bolsonaro também comentou propostas na área de segurança pública, defendendo o aumento do encarceramento e a redução de benefícios penais.
“Manter esses caras mais tempo presos. […] Tirar eles do convívio social já vai ser uma sensação imediata de melhoria da segurança pública no nosso país”, declarou.
O senador sugeriu a construção de até 500 mil novas vagas no sistema prisional brasileiro, com um custo estimado de R$ 35 bilhões. Segundo ele, a ampliação da estrutura carcerária poderia contribuir para reduzir a criminalidade.
Ele também citou o modelo de El Salvador como referência, destacando a classificação de facções criminosas como organizações terroristas e a queda nos índices de homicídios naquele país.
Com informações do Brasil247
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