Redução de R$ 0,16 no valor do diesel A passa a valer a partir desta terça (6). Com 3ª queda em 2024, diesel já cedeu 34,9% desde fim de 2022, descontada a inflação. Sob Bolsonaro, combustível subiu 203%

A queda do diesel poderá ter impacto positivo na contenção da inflação, especialmente dos alimentos
Na terceira redução de preço ocorrida neste ano, a Petrobras anunciou mais um corte, de R$ 0,16, no valor do diesel A, que passa a valer a partir desta terça-feira (6). Com a medida, o combustível passa a custar, em média, R$ 3,27 por litro.
De acordo com a Petrobras, desde dezembro de 2022, os preços de diesel para as distribuidoras caíram R$ 1,22/litro, uma redução de 27,2%. Considerando a inflação do período, a redução chega a R$ 1,75/ litro ou 34,9%. A impressionante queda dos preços no país contrasta fortemente com o que se viu durante o governo Bolsonaro, quando vigorou o Preço de Paridade de Importação (PPI), que atrelava os preços dos combustíveis ao mercado internacional.
Segundo estudos da Federação Única dos Petroleiros (FUP), entre janeiro de 2019 e junho de 2022, o preço do diesel nas refinarias subiu 203%, enquanto a gasolina chegou perto dos 170% de aumento. O GLP disparou em 119%.
No dia 26 de abril de 2022, o site do PT publicou: “Jair Bolsonaro conseguiu produzir o maior aumento nos preços do diesel e da gasolina desde 2002. No ano passado, a elevação nas refinarias foi de 64,7% para o óleo diesel S10 e 68,6% para a gasolina”, informava matéria cuja manchete era: “Bolsonaro produz maior aumento do diesel e da gasolina em 20 anos”.
Em entrevista à Reuters, o diretor financeiro da Petrobras, Fernando Melgarejo informou que a empresa faz análise de preço a cada 15 dias. Disse ainda que “este espaçamento de tempo é utilizado para analisar especialmente as possibilidades de redução de preços”.
“Assim, não precisa fazer tudo de uma vez só, faz de maneira faseada, que é o tempo também de consolidar mais o cenário econômico mundial”, acrescentou o diretor financeiro da Petrobras.
Efeito sobre a inflação dos alimentos
A queda do diesel deverá ter impacto positivo na contenção da inflação, uma vez que incide sobre o preço dos alimentos transportados no país: mais de 60% de toda a carga do país é transportada por caminhões, especialmente alimentos. Assim, o preço do diesel afeta diretamente o custo do frete dos produtos agrícolas e de distribuição de alimentos.
Se o valor do diesel cai, o gasto das transportadoras diminui. Diante da concorrência, parte dessa economia tende a ser repassada ao contratante, permitindo que produtores e varejistas absorvam custos menores ao entregar a mercadoria. Mantido o atual cenário de quedas no diesel, analistas esperam que, ao longo de alguns meses, haja acomodação ou até recuo na inflação dos alimentos, aliviando o bolso das famílias brasileiras.
Petistas comemoram
O anúncio foi celebrado pelo senador e presidente do PT, Humberto Costa (PE). “Boa notícia! A Petrobras acaba de anunciar a redução de R$ 0,16 no litro do diesel nas distribuidoras. Preço médio do diesel A nas distribuidoras passará a ser de R$ 3,27 por litro. É a terceira vez que a Petrobras reduz o preço do combustível em 2025”, escreveu o senador, em postagem no X.
“É o governo Lula trabalhando firme pelo povo brasileiro! FAZ O L!”, comemorou o líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).
Com informações do PT Org
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