As investigações foram iniciadas por meio de informações repassadas pelo próprio banco distrital, que detectou as irregularidades ocorridas em uma das agências
A Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCor), com apoio da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (PRODEP/MPDFT), e da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (DRCI/PCERJ), deflagrou a Operação Insider, visando apurar a atuação de núcleo estruturado voltado, em tese, à prática de lavagem de dinheiro e corrupção, identificado por meio de movimentações financeiras incompatíveis envolvendo dois empregados públicos do Banco de Brasília (BRB), um servidor público federal, empresários e pessoas jurídicas interligadas.
As investigações foram iniciadas por meio de informações repassadas pelo próprio banco distrital, que detectou as irregularidades ocorridas em uma de suas agências, como operações suspeitas e descumprimento de regras de compliance, pelo gerente da agência.
Os investigadores identificaram movimentações financeiras estimadas em 15 milhões de reais, envolvendo transferências suspeitas entre pessoas físicas e jurídicas, operações com uso intensivo de numerário em espécie e indícios de ocultação patrimonial por meio da aquisição de veículos de alto valor e circulação fracionada de recursos.Play Video
Parte dos valores investigados teria origem em fraude eletrônica milionária contra empresas privadas anteriormente identificada, tendo os recursos sido bloqueados no BRB.
A investigação também apura possíveis irregularidades envolvendo operações estruturadas no âmbito da BRB DTVM (Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários). Durante as investigações foi identificado que o referido empregado público do BRB, responsável pela intermediação de carteiras de ativos, teria operacionalizado a venda de ativos, sendo três carteiras no valor de mais de 60 milhões de reais, e em datas imediatamente subsequentes às operações teria recebido percentual da operação, valor considerado incompatível com os rendimentos formalmente declarados.
Os investigados são moradores do Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo. A operação cumpre 17 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio financeiro proporcional ao valor das movimentações suspeitas nas contas bancários dos investigados, bloqueio de transferências de oito veículos de luxo e de um imóvel no Distrito Federal. Se condenados, os suspeitos podem responder pelos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com pena somada de até 30 anos de prisão.
Ao Correio, a assessoria do BRB disse que o banco denunciou o caso à polícia.
Com informações do Correio Braziliense
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