Ceilândia em Alerta — Candidato ao Governo do Distrito Federal, Leandro Grass (PT) afirmou que a disputa pelo Palácio do Buriti no segundo turno não deve ser definida pela divisão entre direita e esquerda. Durante o CB Poder Eleições 2026, ele criticou a associação de Celina Leão (PP) ao bolsonarismo e disse que pretende buscar eleitores de diferentes grupos.
Grass afirmou que considera Celina ligada ao Centrão, e não ao bolsonarismo. Segundo o candidato, parte dos eleitores identificados com a direita não teria votado nela no primeiro turno.
“Muitos bolsonaristas não votaram na Celina. Ela não é desse grupo. Ela é do Centrão”, declarou.
O petista também criticou a trajetória política da adversária e afirmou que ela teria rompido com antigos aliados, citando os ex-governadores José Roberto Arruda e Joaquim Roriz. Para Grass, a disputa deve ser apresentada aos eleitores como uma comparação entre a trajetória e a confiabilidade dos dois candidatos.
Críticas à gestão e propostas para o segundo turno
Ao comentar a atuação de Celina à frente do Governo do Distrito Federal, Grass afirmou que a adversária apresentou poucas propostas novas para a segunda etapa da eleição.
Ele citou a tarifa zero no transporte público como exemplo. Segundo o candidato, Celina passou a defender uma ampliação da medida que já havia sido apresentada anteriormente por sua campanha.
Grass questionou por que a política não é implementada durante todos os dias da semana e em todos os horários. Ele afirmou ainda que pretende concentrar a campanha na comparação entre os projetos e as trajetórias dos dois candidatos.
Busca por eleitores que não foram às urnas
Na estratégia para o segundo turno, Grass afirmou que pretende conversar também com eleitores que votaram em outros candidatos e com aqueles que não compareceram às urnas no primeiro turno.
O candidato destacou a necessidade de entender as razões da abstenção e disse que o apoio de uma liderança política não significa, necessariamente, que seus eleitores seguirão a mesma orientação.
“O eleitor não tem dono. Mesmo que ele tenha votado em um candidato, não significa que esse candidato, declarando apoio a um ou a outro, vai determinar que o eleitor vai votar aqui. O eleitor é livre, ele é soberano”, afirmou.
A disputa pelo Palácio do Buriti será definida no segundo turno entre Grass e Celina Leão.
Grass cita cenário nacional
Durante a entrevista, o candidato também relacionou sua campanha no DF ao cenário nacional e defendeu a continuidade de políticas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Grass afirmou, porém, que a campanha presidencial precisa apresentar propostas para os próximos anos, e não depender apenas do histórico de realizações de governos anteriores.
Entre os temas mencionados pelo candidato estão educação, soberania econômica e energética, minerais críticos, terras raras e petróleo.
As declarações fazem parte da estratégia de Grass para o segundo turno, que terá como foco a apresentação de propostas e a tentativa de ampliar sua base eleitoral para além dos eleitores que o apoiaram na primeira etapa da eleição.
Fonte: Correio Braziliense



