Gilmar diz que 8/1 foi motivado por “discurso de ódio” e “fanatismo”

Sem citar nomes, o ministro do STF afirmou que o governo anterior “radicalizou o debate mediante a criminalização da oposição”

Gilmar Mendes: “Os fatos que ali se sucederam refletiam a reverberação de uma ideologia rasteira, que inspirou a tentativa de golpe de Estado” – (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que os atentados de 8 de janeiro de 2023, ocorridos em Brasília, foram motivados por “fanatismo político” e “discurso de ódio”. Sem citar o ex-presidente Jair Bolsonaro, o decano disse que esses “impulsos” foram largamente disseminados na gestão anterior do governo federal. As declarações ocorreram no evento realizado no Supremo que marca os dois anos dos atos extremistas.

ministro Edson Fachin conduziu uma roda de conversa com servidores da Corte sobre o tema. Gilmar destacou que o Supremo teve prejuízos de R$ 12 milhões com as depredações.

“A cada dia que passa, estou mais convencido de que os fatos que ali se sucederam refletiam a reverberação de uma ideologia rasteira, que inspirou a tentativa de golpe de Estado, surgida como uma reação violenta à vitória eleitoral do atual presidente da República. Essa reação decorre dos impulsos que já vinham sendo largamente disseminados na gestão anterior: o discurso de ódio, o fanatismo político e a indústria de desinformação — estratégias concebidas pela extrema direita para a preservação do poder”, disse o ministro.

O ministro destacou ainda que as eleições de 2018 já foram realizadas sobre ideais radicalistas.

“Fruto do sectarismo, o radicalismo político fez-se presente já nas eleições de 2018, em uma campanha caracterizada pela ampla utilização de redes sociais para difusão de ódio, ataques pessoais e teorias conspiratórias. Com o encerramento das eleições e a instalação do governo em 2019, essa estratégia influenciou não apenas a comunicação oficial do Palácio do Planalto, como o discurso do grupo político que, ao assumir o poder, radicalizou o debate mediante a criminalização da oposição, o desprezo à alteridade e os ataques sistemáticos às instituições, com incontida violência endereçada sobretudo à Suprema Corte”, completou ele.

As declarações ocorrem na iminência de uma denúncia a ser apresentada no Supremo pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro, o general Walter Braga Netto, o ex-ministro Anderson Torres e outros.

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