Brasil salta no ranking de desenvolvimento humano das Nações Unidas, aliado com a geração de empregos e aumento do poder de compra

No edição da Focus Brasil destaca avanço no desenvolvimento humano do país
Em um cenário global de estagnação do desenvolvimento humano, o Brasil deu um salto na melhoria da qualidade de vida da população. Dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) revelam que o país subiu cinco posições no ranking global do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), alcançando a 84ª colocação entre 193 países. Esta é a matéria de capa da mais nova edição da revista Focus Brasil, publicada pela Fundação Perseu Abramo.
A reportagem destaca que o índice saltou de 0,760 para 0,786 — um patamar considerado alto pela ONU e superior ao nível pré-pandemia. A publicação ressalta que o avanço não é pontual, tampouco isolado. “Ele reflete uma série de transformações estruturais e políticas públicas que, em pouco mais de dois anos, recolocaram o Brasil em rota de crescimento com inclusão. O salto no IDH tem como principais motores a alta na expectativa de vida — que subiu de 73,4 para 75,8 anos em apenas um ano — e o crescimento do PIB per capita, que passou de US$ 14.616 para US$ 18.011 em paridade de poder de compra”, aponta a Focus.
Esses dados, por si só, seriam relevantes. Mas ganham ainda mais força ao serem divulgados no mesmo momento em que o Brasil comemora seu maior estoque de empregos formais da história: são 47,8 milhões de trabalhadores com carteira assinada.
Emprego
Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho revelam que somente nos três primeiros meses de 2025, foram criados 654 mil empregos com carteira assinada — número que eleva para 3,8 milhões o total de novas vagas desde janeiro de 2023, início do atual governo.
“Esse desempenho robusto vem acompanhado de uma taxa de desemprego em queda: 7% no primeiro trimestre, a menor desde 2012. O setor de serviços liderou a geração de empregos no período, seguido pela indústria, construção civil e agropecuária”, destaca o texto da revista.
Além da elevação na taxa de ocupação dos brasileiros, na economia como um todo, o ritmo também surpreende positivamente. O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 3,4% em 2024, superando os 3,2% de 2023 e registrando a maior alta desde 2021. O consumo das famílias teve papel central nessa trajetória, com expansão de 4,8%, sinalizando uma população com mais renda e confiança para consumir. Em termos nominais, a economia alcançou R$ 11,7 trilhões no ano.
“Esse ciclo virtuoso se sustenta também em políticas públicas com ampla aprovação popular. Programas como o Farmácia Popular, com 86% de aprovação, foram ampliados e oferecem agora 95% dos medicamentos gratuitamente para a população. O Desenrola Brasil, que renegocia dívidas de pessoas de baixa renda, conta com 70% de aprovação. Já a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até dois salários mínimos é apoiada por até 87% dos brasileiros”, completa o texto da publicação.
Concurso Unificado
A Focus Brasil também informa que o governo federal anunciou a realização da segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU), com 3.352 vagas em 35 órgãos públicos. Serão 2.180 vagas imediatas, sendo que 1.672 de nível superior e 508 de nível intermediário e 1.172 para provimento em curto prazo, após a homologação dos resultados.
A previsão de início das inscrições é para julho, e a prova objetiva, primeira etapa da seleção, está agendada para 5 de outubro. Superando a primeira edição, que teve cargos em 21 órgãos, o CPNU 2 amplia o número de instituições participantes para 35. Em coletiva de imprensa, a ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, afirmou que “a contratação periódica e ampla é essencial para que tenhamos um serviço público que represente verdadeiramente o Brasil”.
Yanomâmis
Outra conquista histórica apontada na revista é a redução da taxa de mortalidade e do sistema de tragédia humanitária entre o povo yanomami. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que o número de mortes na população indígena caiu 21% em 2024, com destaque para a redução de óbitos por causas evitáveis como infecções respiratórias agudas (-47%), malária (-42%) e desnutrição (-20%).
O avanço ocorre em meio à retomada da infraestrutura e à ampliação das equipes de saúde na região. Desde 2023, o número de profissionais atuando na Terra Yanomami cresceu 158%, saltando de 690 para 1.781. Parte desse contingente foi contratada via AgSUS e pela expansão do Programa Mais Médicos. Hoje, 45 médicos atendem diretamente nas comunidades e na Casa de Saúde Indígena (Casai), em Boa Vista.
Com informações do PT Org
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