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Decisão do PDT de romper com governo causa racha e troca de acusações entre deputados

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Parlamentares alinhados ao governo afirmam que decisão não foi unânime

247  A decisão do PDT de se afastar da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocou uma crise interna na bancada do partido na Câmara dos Deputados. A informação é da CNN Brasil, que revelou que o anúncio de rompimento, feito pelo líder da legenda na Casa, deputado Mário Heringer (MG), gerou reação imediata de colegas, especialmente daqueles mais alinhados ao governo federal.

Segundo relatos à emissora, o clima azedou na noite de quarta-feira (7), durante um bate-boca no grupo de WhatsApp dos deputados pedetistas. A polêmica começou após Heringer afirmar publicamente que a decisão da bancada de sair da base governista havia sido “unânime”. Deputados como Dorinaldo Malafaia (AP) e Duda Salabert (MG), considerados mais governistas, contestaram essa versão.Play Video

Indignado com as cobranças, Mário Heringer teria se exaltado, chegando a proferir palavras de baixo calão contra Malafaia e chamando o colega de “mentiroso” e “dissimulado”. 

Malafaia, por sua vez, negou que tenha havido consenso pela ruptura com o Planalto e pediu retratação pública do líder. “O problema é que decidimos uma coisa e ele falou outra coisa. Nunca falamos em ruptura. Falamos em apoio crítico e caminhos para 2026. A questão é: o que vai prevalecer? A fala do líder ou a decisão unânime da bancada de permanecer na base? Esse é o impasse hoje”, disse Malafaia.

Apesar da declaração de Malafaia, outros integrantes da bancada, sob condição de anonimato, afirmaram que ele não participou integralmente da reunião em que foi decidida a nova posição do partido e, por isso, teria compreendido de forma equivocada o conteúdo da deliberação. A orientação oficial anunciada por Heringer é de que o PDT assume agora uma postura de independência, e não mais de apoio formal ao governo.

A crise interna levou a cúpula do partido a intervir nos bastidores. O ex-ministro Carlos Lupi, que deixou o comando do Ministério da Previdência na semana passada, esteve presente na reunião que selou a decisão do PDT. De acordo com fontes próximas, Lupi teria se manifestado contra o rompimento, mas respeitou a posição da maioria.

Com o impasse, uma nova reunião da bancada do PDT na Câmara dos Deputados está prevista para a próxima terça-feira (13), com o objetivo de tentar restabelecer a coesão interna e alinhar o discurso público do partido.

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