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Justiça mantém indenização de R$ 80 mil a irmão de paciente morto em clínica no DF

Foto: Reprodução/PxHere

Ceilândia em Alerta — A Justiça manteve a condenação de uma clínica de reabilitação do Distrito Federal ao pagamento de R$ 80 mil por danos morais ao irmão de um paciente que morreu durante uma internação. O processo apontou falhas na administração de medicamentos e na supervisão do paciente. A decisão também manteve a responsabilização dos sócios que participavam diretamente da gestão do estabelecimento.

Segundo o relato apresentado no processo, a morte teria ocorrido após problemas relacionados ao uso de medicamentos. O irmão da vítima afirmou que foram administradas substâncias sem prescrição ou em dosagens inadequadas e que isso teria contribuído para o óbito.

Os responsáveis pela clínica recorreram da decisão. Eles alegaram que não houve falha na prestação do serviço e negaram a existência de relação entre a conduta adotada durante a internação e a morte do paciente.

Também foi questionada a responsabilidade dos sócios. A defesa sustentou que eles não deveriam responder individualmente pelo caso e que eventual responsabilização deveria ficar restrita à pessoa jurídica.

Perícia encontrou medicamento sem prescrição

Ao analisar o recurso, o relator destacou que os sócios participavam diretamente da administração da empresa e, portanto, não poderiam ser considerados omissos diante das circunstâncias analisadas no processo.

A perícia realizada durante o caso identificou a presença de medicamento que não deveria ser utilizado sem prescrição médica. Testemunhas também relataram que havia na clínica a prática de oferecer medicamentos sem receita.

A Justiça do Distrito Federal considerou que as informações reunidas no processo eram suficientes para demonstrar falhas no funcionamento da clínica.

Falhas no cuidado com paciente

Para o colegiado responsável pelo julgamento, o conjunto de elementos comprovou problemas na prestação do serviço, especialmente no controle e na administração de medicamentos e na supervisão do paciente internado.

A decisão apontou ainda violações dos cuidados que seriam esperados de um estabelecimento responsável pela assistência a pessoas em tratamento e reabilitação.

Com a manutenção da condenação, permanece o pagamento de R$ 80 mil por danos morais ao irmão do paciente morto.

O caso envolve também questões relacionadas à responsabilidade de clínicas de reabilitação e ao dever de segurança durante o atendimento de pessoas internadas.

A decisão reforça a importância do controle sobre medicamentos e da supervisão de pacientes em estabelecimentos de saúde e reabilitação. A Justiça no DF manteve, assim, as condenações estabelecidas no processo.

Fonte: Correio Braziliense

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