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Guerra de EUA e Israel contra o Irã amplia número de mortos no Oriente Médio

Ataques e contra-ataques envolvendo mísseis e drones atingem vários países da região e deixam milhares de vítimas, segundo balanços atualizados

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Explosões continuam sendo registradas pelo décimo dia consecutivo em diferentes partes do Oriente Médio, após os Estados Unidos e Israel iniciarem ataques contra o Irã. Em resposta, Teerã lançou ondas de mísseis e drones contra Israel e contra bases militares onde operam forças americanas em diversos países da região. As informações foram reunidas em um monitoramento atualizado divulgado pela Al Jazeera, que acompanha o número de mortos e feridos desde o início das operações militares. Segundo o levantamento, o conflito já provocou vítimas em pelo menos 12 países e a situação permanece em rápida evolução.

Ataques e retaliações se espalham pela região

De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), responsável pelas operações militares americanas no Oriente Médio, forças dos EUA atingiram mais de 3.000 alvos no Irã desde o início dos bombardeios. Em reação, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) afirma ter atacado ao menos 27 bases militares que abrigam tropas americanas no Oriente Médio, além de instalações militares israelenses em Tel Aviv e outras cidades de Israel.Até agora, o Irã lançou ataques contra bases estadunidenses no  Bahrein, Iraque, Jordânia, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, além de atingir uma pista de pouso em uma base militar britânica no Chipre com um drone. Grande parte desses ataques, segundo autoridades regionais, foi interceptada por sistemas de defesa aérea.

Irã concentra maior número de vítimas

O país que registra o maior número de mortos é o próprio Irã. Segundo a agência semioficial iraniana Tasnim, 1.332 pessoas morreram em decorrência dos ataques conjuntos realizados pelos Estados Unidos e por Israel.O episódio mais letal ocorreu na cidade de Minab, no sudeste iraniano, quando um bombardeio atingiu uma escola primária feminina. O chefe de relações públicas do Ministério da Saúde do Irã, Hossein Kermanpour, afirmou que o ataque israelense matou “cerca de 180 crianças”.

Israel também registra mortos e centenas de feridos

Em Israel, 13 pessoas morreram e 1.929 ficaram feridas desde o início dos ataques iranianos, segundo o Ministério da Saúde do país. Apenas nas últimas 24 horas, 157 pessoas sofreram ferimentos em novos bombardeios.De acordo com o ministério, 112 vítimas permanecem hospitalizadas, incluindo nove em estado grave. As autoridades também alertaram a população para que se dirija aos abrigos antiaéreos com cautela, depois que pessoas se feriram ao correr para esses locais.Um dos ataques mais graves ocorreu em 1º de março, quando um míssil balístico iraniano atingiu a cidade de Beit Shemesh, no centro de Israel, matando nove pessoas e deixando mais de 20 feridos.

Baixas entre militares americanos

O conflito também provocou baixas entre as forças dos Estados Unidos. O número de soldados americanos mortos chegou a oito, enquanto 18 ficaram feridos em ataques ocorridos na região do Golfo.O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participou de uma cerimônia em homenagem aos militares mortos no conflito.

Vítimas registradas em diversos países

Os confrontos tiveram impactos em vários países do Oriente Médio, onde estão instaladas bases militares ou infraestruturas estratégicas.

No Bahrein, um trabalhador asiático morreu quando destroços de um míssil interceptado atingiram um navio em manutenção na Cidade Industrial de Salman. O país também registrou quatro feridos graves, entre eles crianças, após um ataque de drones.No Iraque, ao menos seis pessoas morreram em ataques que atingiram, entre outros locais, a base de Jurf al-Sakher, onde atuam as Forças de Mobilização Popular e o grupo paramilitar Kataib Hezbollah.A Jordânia relatou ter sido alvo de 119 mísseis e drones iranianos, deixando 14 feridos.No Kuwait, ao menos seis mortes foram confirmadas. Entre as vítimas estão uma menina atingida por estilhaços e dois oficiais da força de combate a incêndios mortos enquanto estavam em serviço.

O Líbano registrou um dos maiores impactos fora do Irã. Segundo o Ministério da Saúde libanês, 394 pessoas morreram, incluindo 83 crianças, em ataques israelenses após o Hezbollah lançar foguetes contra o norte de Israel. O país afirma que mais de 500 mil pessoas foram deslocadas durante a semana de confrontos.Em Omã, ataques envolvendo drones e um petroleiro atingido deixaram um morto e cinco feridos.No Catar, ao menos 16 pessoas ficaram feridas após dois mísseis balísticos atingirem a base militar de Al Udeid, onde estão estacionadas forças americanas. O país suspendeu toda a navegação aérea, enquanto a Qatar Airways cancelou voos e escolas migraram para ensino remoto.A Arábia Saudita confirmou duas mortes e 12 feridos após um projétil cair em uma área residencial na província de Al Kharj.

Já nos Emirados Árabes Unidos, ataques resultaram em quatro mortos e 112 feridos, entre eles trabalhadores estrangeiros do Paquistão, Nepal e Bangladesh.

Presença militar americana na região

Os Estados Unidos mantêm presença militar no Oriente Médio há décadas. Segundo o Conselho de Relações Exteriores, Washington opera uma rede de instalações militares em pelo menos 19 locais da região, incluindo bases permanentes no Bahrein, Egito, Iraque, Jordânia, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.Em meados de 2025, estimava-se que entre 40 mil e 50 mil soldados americanos estavam posicionados no Oriente Médio, distribuídos entre grandes bases permanentes e instalações avançadas menores.Essas estruturas funcionam como centros estratégicos para operações aéreas e navais, logística militar, coleta de inteligência e projeção de poder militar dos Estados Unidos na região, tornando-se pontos-chave em meio à escalada da atual guerra.

Com informações do Brasil247

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