Resultado mensal é o mais forte desde junho de 2024 e impulsiona economia; “Lula foi lá e fez de novo: surpreendeu o mercado”, declarou Humberto Costa

Crescimento acima das expectativas leva produção a nível superior ao pré-pandemia
A indústria brasileira voltou a crescer com fôlego em março. A produção industrial subiu 1,2% em relação a fevereiro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (7) pelo IBGE. É o melhor desempenho mensal desde junho de 2024, quando o setor registrou alta de 4,3%.
Na comparação com março do ano passado, a produção cresceu 3,1%, décimo avanço consecutivo e o mais forte desde outubro de 2024. Com isso, a indústria acumula crescimento de 1,9% no ano e 3,1% nos últimos 12 meses. O setor está agora 2,8% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020). Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), realizada pelo IBGE.
Acima das expectativas
Os resultados chegam depois de dois meses de quase estagnação do setor e surpreendem positivamente. A expectativa do mercado era de uma alta de 0,3% na comparação mensal e de 1,4% frente a março de 2024. A boa performance sinaliza uma retomada sólida da atividade industrial.
“O mês de março se caracterizou por um maior dinamismo após cinco meses de menor intensidade, incluindo três meses seguidos de queda no fim de 2024 e dois meses de estabilidade no início deste ano”, avaliou André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal do IBGE.
Geraldo Alckmin, vice-presidente do Brasil e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, celebrou em suas redes sociais os números do segmento. “Esperávamos um crescimento de 0,3% da indústria, mas quando a gente atinge a meta, a gente, dobra, triplica e até quadruplica a meta: a indústria cresceu 1,2%”.
O senador (PE) e presidente nacional do PT, Humberto Costa, também utilizou as redes para compartilhar a boa notícia. “Lula foi lá e fez de novo: surpreendeu o mercado”.
As manifestações reforçam o impacto positivo dos dados e destacam o papel das políticas públicas no crescimento do setor.
Recuperação disseminada
Três das quatro grandes categorias econômicas e 16 dos 25 ramos industriais pesquisados mostraram avanço na produção. Entre os destaques, estão os setores de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (3,4%), indústrias extrativas (2,8%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (13,7%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (4%).
Essa combinação de resultados indica uma recuperação disseminada, e não pontual. A melhora atingiu segmentos estratégicos da indústria, o que tende a ter efeitos multiplicadores sobre o restante da economia, como geração de empregos, aumento da arrecadação e maior demanda por serviços.
Considerando apenas os meses de março na série histórica com ajuste sazonal, o avanço registrado agora foi o mais expressivo desde 2018, quando o setor havia crescido 1,4%. Esse tipo de marca reforça a leitura de finalização do ciclo de instabilidade e baixa produtividade.
Mesmo com as incertezas no cenário internacional, a indústria dá sinais de que pode voltar a ser um dos motores do crescimento brasileiro. Cabe agora acompanhar os próximos meses para entender se o ritmo será mantido e em que medida as políticas de incentivo à produção, inovação e infraestrutura conseguirão consolidar essa trajetória de recuperação.
Com informações do PT Org
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