Dia das Mães deve levar 127 milhões de brasileiros às compras

Pesquisa da CNDL e do SPC Brasil aponta que 78% dos consumidores pretendem comprar pelo menos um presente para a data comemorativa, movimentando aproximadamente R$ 37,91 bilhões nos setores de comércio e serviços

O Dia das Mães de 2026 confirma sua posição como uma das datas mais relevantes para o varejo brasileiro. Mesmo diante do aumento do endividamento das famílias e de um orçamento mais apertado, cerca de 127 milhões de consumidores devem ir às compras neste ano, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas.

A pesquisa aponta que 78% dos consumidores pretendem comprar pelo menos um presente, movimentando aproximadamente R$ 37,91 bilhões nos setores de comércio e serviços. Apesar da força da data, os números mostram uma leve retração em comparação a 2024, quando a movimentação estimada foi de R$ 40,21 bilhões e o ticket médio alcançou R$ 314

Em 2026, o gasto médio previsto é de R$ 294 por consumidor. Os homens lideram a projeção de desembolso, com média de R$ 339 em compras para a data. A redução nos valores, segundo especialistas, reflete o impacto da inflação e do aumento do custo de vida sobre o orçamento das famílias.

Enquanto o consumo em geral demonstra desaceleração, o comércio eletrônico segue em expansão. De acordo com dados da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (Abiacom), divulgados pela Agência Sebrae, o e-commerce deve movimentar R$ 11,06 bilhões no período, crescimento de 10,8% em relação a 2025.

O avanço das compras on-line acompanha mudanças no comportamento do consumidor, especialmente entre os públicos mais jovens. Aplicativos, sites e plataformas digitais ganharam espaço na jornada de compra, com destaque para redes sociais voltadas ao comércio eletrônico, como o TikTok Shop.

Ainda assim, as lojas físicas permanecem como principal canal de compra. Segundo o levantamento, 79% dos consumidores pretendem comprar presencialmente, sobretudo em shopping centers (29%) e lojas de rua ou populares (21%). Já 47% devem recorrer ao ambiente online, utilizando principalmente aplicativos (75%), sites (60%) e Instagram (25%).

A pesquisa também mostra que o consumidor está mais atento aos preços. Cerca de 77% afirmam que pretendem pesquisar antes de fechar a compra, sendo que, entre eles, 87% utilizam a internet para comparar valores.

As categorias mais procuradas seguem concentradas em itens tradicionais. Moda — incluindo roupas, calçados e acessórios — lidera a intenção de compra, com 53% da preferência. Na sequência aparecem produtos de beleza e perfumes (50%), chocolates (24%), flores (24%) e experiências, como restaurantes e spas, com 19%.

O crescimento das experiências aparece como uma das tendências da data em 2026. Mesmo sob pressão financeira, consumidores têm buscado presentes com maior valor afetivo e simbólico, indicando mudanças na forma de celebrar a ocasião.

O cenário econômico, porém, acende um alerta. Dados recentes do Relatório de Estatísticas Monetárias e de Crédito apontam que o endividamento das famílias brasileiras atingiu 49,9% em fevereiro, o maior nível já registrado pelo Banco Central. Com juros elevados no crédito rotativo do cartão, especialistas reforçam a necessidade de planejamento financeiro.

O economista Patrick Santos, doutor em economia e gerente de planejamento da Multimarcas Consórcios, recomenda cautela antes das compras. Segundo ele, comparar preços em diferentes estabelecimentos, avaliar descontos para pagamentos à vista e considerar custos extras, como frete e deslocamento, podem evitar gastos desnecessários. “A educação financeira ajuda na tomada de decisão e nas escolhas. Não se trata de não gastar, mas de comprar sem comprometer o orçamento”, afirma o especialista.

O levantamento revela ainda que 14% dos consumidores admitem a possibilidade de deixar de pagar alguma conta básica para garantir o presente do Dia das Mães. Entre aqueles que pretendem presentear, 39% já possuem contas em atraso e, dentro desse grupo, 72% estão negativados. Mesmo assim, 87% afirmam que encontrarão uma forma de realizar a compra.

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