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“Time que está ganhando, a gente não mexe”, elogia Lula, em reunião ministerial

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Presidente reiterou otimismo com desempenho econômico brasileiro e pediu solução pacífica para crise política na Venezuela. “O que interessa é inflação baixa, a economia crescendo, o salário crescendo, a educação melhorando”, resumiu Lula

Lula a ministros: “O que nós fizemos nesse um ano e oito meses era impensável de ser feito”

Em reunião ministerial nesta quinta-feira (8), o presidente Lula exaltou os resultados econômicos alcançados pelo governo federal até o momento e os esforços dos ministros para recolocar o país no caminho do desenvolvimento. Na segurança pública, Lula antecipou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) elaborada pelo Ministério da Justiça (MJ) visando ao enfrentamento do crime organizado, texto enviado à Advocacia Geral da União (AGU) e que será debatido junto à sociedade. O presidente também defendeu uma solução pacífica e negociada para a crise política na Venezuela.

“O que nós fizemos nesse um ano e oito meses era impensável de ser feito […] Nós já fizemos, Haddad, mais definição de políticas públicas do que a gente tinha feito no nosso governo passado”, elogiou Lula, dirigindo-se ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT-SP). “Time que está ganhando, a gente não mexe, a gente continua o jogo, pra gente poder terminar com uma vitória robusta”, afirmou.

O petista reiterou seu otimismo com o crescimento do Brasil e enfatizou aos ministros a necessidade de a inflação permanecer baixa. “A gente se mantém numa situação boa, o emprego está crescendo, o salário está crescendo, a massa salarial está crescendo. O desemprego está caindo e a inflação está totalmente equilibrada. Esse é um dado muito importante, porque toda vez que alguém fala de inflação eu fico muito preocupado”, disse.

“O que interessa é inflação baixa, a economia crescendo, o salário crescendo, a educação melhorando”, resumiu Lula.

O presidente pediu ainda solução pacífica para o impasse político na Venezuela. Titular do Ministério das Relações Exteriores (MRE), o chanceler, Mauro Vieira, trabalha nesse sentido. Na reunião, o ministro tratou da crise venezuelana e destrinchou a atuação brasileira na presidência rotativa do G20, o bloco das maiores economias do mundo.

Crime organizado

Ficou a cargo do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, explicar a nova estratégia do governo federal para a segurança pública. Segundo Lewandowski, é necessário que a PEC contra o crime organizado seja “pactuada politicamente”, depois de deliberada pela sociedade.

“Nós apresentamos uma proposta básica, uma proposta técnica, que passou por todos os setores do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que emitiram seus pareceres. Essa proposta foi enviada também para a Advocacia Geral da União, que se mostrou de acordo”, esclareceu.

“Imaginem que a nossa Constituição, que foi promulgada em 1988 […] o capítulo relativo à segurança pública, que começa no artigo 144, não sofreu nenhuma modificação. E de lá pra cá, o espaço de uma geração, o crime organizado avançou muito”, argumentou o ministro da Justiça, antes de dizer que esse não é um problema exclusivo do Brasil.

Lula, por sua vez, lamentou o crescimento do crime organizado, referiu-se a ele como “uma multinacional de delitos” e garantiu que a questão da segurança pública é central para o governo.

Otimismo econômico

O ministro da Fazenda antecipou o fim das férias para participar da reunião ministerial desta quinta. Haddad expôs o cenário econômico internacional, em meio aos temores de recessão nos Estados Unidos, e ressaltou a necessidade de se aumentar a receita do governo e ajustar as despesas.

De acordo com Lula, o otimismo com os rumos do Brasil está fundamentado nos números alcançados pelo governo federal, apesar das vicissitudes externas.

“Eu tenho conversado com o companheiro Haddad, tenho conversado com outros companheiros, e tenho dito que eu não acredito que, em algum momento, na história do país, a gente tivesse razão de estar tão otimista como a gente está agora”, relatou o presidente.

Com informações do PT org

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