Levantamento mostra que, para 47%, presidente é quem melhor representa a defesa dos interesses do Brasil
O tarifaço imposto pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros aumentou o favoritismo do presidente Lula (PT) no debate sobre a defesa dos interesses nacionais, e o presidente é apontado por 47% dos entrevistados como quem melhor representa a defesa dos interesses do Brasil, segundo pesquisa Quaest contratada pela Genial Investimentos. O levantamento também mostra que 39% dizem ter mais vontade de votar em Lula em razão do aumento das tarifas dos EUA contra o Brasil, enquanto 30% afirmam se aproximar de Flávio Bolsonaro (PL).
A pesquisa Quaest ouviu 2.004 brasileiros entre os dias 5 e 8 de junho de 2026, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e o levantamento está registrado sob o número BR-07661/2026. .
Segundo a Quaest, 47% dos entrevistados dizem que Lula representa melhor o discurso de patriotismo e defesa dos interesses do Brasil hoje. Flávio Bolsonaro aparece com 37%. Outros 10% responderam que nenhum dos dois representa melhor esse discurso, e 6% não souberam ou não responderam.
O resultado indica vantagem de Lula em uma pauta que passou a ocupar espaço central no debate político após as possíveis novas tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros.
Percepção favorece versão de Lula.
A Quaest também testou a percepção dos eleitores sobre a responsabilidade política pelas novas tarifas dos EUA. Diante da afirmação de que Lula acusa Flávio Bolsonaro de ter pedido o tarifaço contra o Brasil, enquanto Flávio nega e diz que pediu a Trump para não taxar o país, 47% disseram concordar mais com Lula. Outros 35% afirmaram concordar mais com Flávio Bolsonaro, que alega não ter feito o pedido, e 18% não souberam ou não responderam.
Em outra pergunta, o levantamento apresentou duas versões sobre a motivação das tarifas. Para 46%, a explicação de Lula, segundo a qual as novas tarifas seriam uma retaliação ao Pix, é a mais convincente. Para 36%, prevalece a versão atribuída a Flávio Bolsonaro, de que as tarifas seriam uma retaliação às declarações de Lula contra os Estados Unidos. Outros 10% disseram não concordar com nenhum deles, e 8% não souberam ou não responderam.
Maioria vê impacto negativo das tarifas.
A pesquisa mostra que 55% dos entrevistados acreditam que as altas tarifas impostas por Trump aos produtos brasileiros vão prejudicar sua vida ou a de sua família. Outros 37% dizem que não haverá prejuízo, e 8% não souberam ou não responderam.
O levantamento também aponta que 49% acreditam que o governo Trump vai manter a decisão de taxar as exportações brasileiras, enquanto 35% avaliam que ele poderá voltar atrás. Outros 16% não souberam ou não responderam.
Para 57% dos brasileiros, é incorreta a afirmação do governo dos EUA de que a relação comercial com o Brasil seria injusta e prejudicaria empresas americanas. Apenas 21% consideram a afirmação correta, enquanto 22% não souberam ou não responderam.
Conhecimento sobre o tema caiu
A Quaest mostra ainda que 48% dos entrevistados disseram já saber das possíveis novas taxas do governo americano para produtos brasileiros, enquanto 51% afirmaram ter ficado sabendo apenas no momento da pesquisa.
O conjunto dos dados indica que o tarifaço, embora ainda não seja conhecido por toda a população, produziu efeito político favorável a Lula no confronto direto com Flávio Bolsonaro sobre patriotismo, soberania e defesa dos interesses econômicos do Brasil.
Com informações portal brasil 247
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