Documento aponta impactos sobre saúde, alimentação e energia e recomenda a retirada da ilha da lista norte-americana de países patrocinadores do terrorismo.
O Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas respaldou, nesta quarta-feira (9), um relatório que classifica as medidas impostas pelos Estados Unidos contra Cuba como uma violação ampla dos direitos humanos da população do país.
Elaborado pela jurista bielorrussa Alena Douhan, especialista em direito internacional e relatora especial da ONU, o documento baseia-se em uma visita realizada à ilha no fim de 2025.
A análise conclui que as sanções econômicas, o cerco energético e a inclusão de Cuba na lista norte-americana de países patrocinadores do terrorismo prejudicam o acesso da população a alimentos, medicamentos, energia e outros serviços essenciais.
Cuba denuncia punição coletiva
Durante o debate realizado em Genebra, o representante cubano junto à ONU, Rodolfo Benítez Verson, acusou os Estados Unidos de provocarem deliberadamente escassez e dificuldades às famílias cubanas.
Segundo o diplomata, as sanções secundárias aplicadas a países, empresas e instituições financeiras que negociam com Cuba impediram a entrada de mais de 7 mil contêineres com alimentos e medicamentos.
O governo cubano classifica a política norte-americana como punição coletiva. O chanceler Bruno Rodríguez afirmou que nenhuma das delegações presentes defendeu a conduta dos Estados Unidos durante o encontro.
Documento recomenda diálogo e garantias humanitárias
O relatório solicita o encerramento imediato das restrições econômicas e energéticas e recomenda que Cuba seja retirada da lista de países patrocinadores do terrorismo. Essa classificação dificulta o acesso da ilha ao sistema financeiro internacional.
A relatora também pede a revogação das sanções extraterritoriais que atingem empresas, bancos e governos de outros países. Outra recomendação é garantir a entrada de alimentos, medicamentos, combustíveis e tecnologias por meio de isenções humanitárias efetivas.
O documento defende ainda que a política de pressão unilateral seja substituída por um diálogo bilateral baseado no direito internacional, na cooperação e no multilateralismo.
🔍 Fonte: Brasil de Fato.
📰 Edição: Ceilândia em Alerta | Jornal Taguacei
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