Início Política Câmara deve votar urgência de PL que proíbe aborto após 22ª semana
Política

Câmara deve votar urgência de PL que proíbe aborto após 22ª semana

Compartilhar
Compartilhar

Proposta é uma reinvindicação da bancada evangélica da Câmara. O projeto torna crime inclusive condições permitidas hoje, como estupro

A Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (11/6) a urgência do projeto de lei que equipara o aborto acima das 22 semanas ao crime de homicídio. A proposta é uma reinvindicação da bancada evangélica da Casa e foi aceita pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), na semana passada.

O projeto visa equiparar o aborto após 22 semanas de gestação ao crime de homicídio, mesmo nas condições em que o procedimento é permitido hoje, como estupro e risco de morte para a mãe.

O pedido foi feito na reunião de líderes da última semana. Depois do encontro, Lira falou que se comprometeu a pautar a urgência da proposta, mas que não há compromisso de votar o mérito do projeto.

Votações de urgência aceleram a discussão, já que ao ser aprovada para determinado texto, o projeto não precisará mais passar por comissões temáticas da Casa.

A sinalização de Lira ao segmento é para enterrar outra proposta que o grupo evangélico da Casa queria votar: o projeto que estabelece o chamado “estatuto do nascituro”.

O projeto do nascituro tenta criar uma personalidade jurídica ao feto desde a sua concepção, transformando o aborto em crime hediondo, em qualquer situação. Esse era o pedido inicial da bancada, que ao não ser atendida, passou a defender o projeto que proíbe o aborto em todos os casos após a 22ª semana.

Como mostrou o Metrópoles, o governo Lula prometeu liberar a base aliada na votação da urgência do projeto. A promessa foi feita pelo líder do governo na Casa, José Guimarães (PT-CE), ao deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), 2º vice-presidente e autor da proposta que vai à votação.

Polêmica antes de chegar à Câmara

O projeto retoma discussão que surgiu em fevereiro, após o Ministério da Saúde emitir nota técnica recomendando aos serviços de saúde não impor limites temporais para o aborto nos casos permitidos.

A ministra Nísia Trindade acabou revogando a nota, alegando que a recomendação não havia passado por todas as instâncias dentro da pasta.

Mesmo assim, o Conselho Federal de Medicina apresentou uma resolução contra o aborto após 22 semanas da gestação. O ministro do STF Alexandre de Moraes, porém, suspendeu a decisão em maio. Em resposta a Moraes, a Casa articulou o projeto.

Com informações do Metrópoles

Quer ficar por dentro do que acontece em Taguatinga, Ceilândia e região? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.

Compartilhar
Artigos Relacionados

Bolsonaro é internado em Brasília para cirurgia no ombro

Ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar humanitária, passará por procedimento autorizado pelo STF...

Planalto avalia levar derrubada de veto ao PL da Dosimetria ao STF

Após rejeição de Messias pelo Senado, governo admite embate com Congresso, aposta...

Lula defende fim da escala 6×1 como passo histórico para o país

Em pronunciamento do Dia do Trabalhador, presidente afirmou que proposta melhora qualidade...

Lula tem 48 horas para promulgar o PL da Dosimetria

Projeto de lei prevê redução de pena para os condenados pelos atos...