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Pablo Marçal pode afetar a aliança de Ricardo Nunes com Bolsonaro; entenda

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O coach Pablo Marçal (PRTB), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). Foto: reprodução

A entrada do coach bolsonarista Pablo Marçal (PRTB) na corrida pela prefeitura de São Paulo provocou um impacto significativo na campanha de reeleição de Ricardo Nunes (MDB), forçando uma revisão nas estratégias para garantir a aliança com Jair Bolsonaro (PL), conforme informações da colunista Malu Gaspar, do Globo. A principal mudança deve ocorrer na escolha do vice na chapa.

Nunes, que vinha adiando a decisão para tentar atrair eleitores mais moderados, agora reconhece nos bastidores que terá que aceitar o candidato preferido pelo ex-mandatário, o coronel Ricardo Mello de Araújo (PL), ex-comandante da Rota e ex-presidente da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp).

O momento para essa decisão é crucial. Nunes preferiria esperar até o último momento, mas talvez não tenha essa opção. Isso porque Marçal rapidamente conquistou o terceiro lugar nas pesquisas de opinião, poucos dias após lançar sua pré-candidatura, capturando um eleitorado de direita que Nunes esperava atrair naturalmente.

Embora Nunes tenha minimizado o desempenho do rival em público, nos bastidores, ele expressou grande preocupação com o impacto de Marçal sobre o eleitorado e o apoio do bolsonarismo à sua campanha.

No círculo interno da campanha, várias reuniões estão sendo realizadas para discutir não apenas a estratégia política, mas também o discurso de Nunes, que a ala bolsonarista considera que deveria ser “mais incisivo” e mais forte no enfrentamento com Guilherme Boulos (PSOL), mostrando um maior engajamento nas causas da direita.

A marca de Ricardo Nunes na prefeitura de SP
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) — Foto:

Inicialmente, Nunes pretendia adiar a decisão o máximo possível. A resistência ao coronel se devia ao receio de que essa escolha pudesse custar votos de eleitores centristas e moradores da periferia, devido ao histórico de violência policial da Rota, a tropa de elite da Polícia Militar paulista.

No entanto, a tensão aumentou na semana passada, após o seu favorito para o cargo, o secretário de Relações Internacionais da prefeitura, Aldo Rebelo (MDB), decidir permanecer na pasta e não se afastar para tentar garantir sua indicação.

A indecisão de Nunes irritou o ex-chefe do Executivo, que se encontrou com Marçal na última terça-feira (4) em Brasília. Bolsonaro, no entanto, negou que o encontro representasse um apoio a Marçal em São Paulo, mas aproveitou para cutucar Ricardo Nunes.

“Já temos pré-candidatos, que são o prefeito Ricardo Nunes e o vice, que é Mello Araújo. Não disse que não apoio Nunes”, alfinetou o ex-presidente na ocasião.

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