Estimativa de crescimento para este ano ficou em 1,9%, como resultado de menor consumo e pressão inflacionária causada pela guerra no Irã
O Banco Mundial revisou para baixo a projeção do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil tanto para 2026 como para 2027. Neste ano, a estimativa, que era de 2% em janeiro, passou para 1,9%. Em relação ao ano que vem, a redução foi maior: de 2,3% para 2%.
As novas previsões foram apresentadas nesta quinta-feira (11/6) no relatório sobre as perspectivas econômicas globais. Na avaliação dos técnicos do Banco Mundial, a economia brasileira deve desacelerar em 2026 como resultado do menor crescimento do consumo.
O documento indica ainda que o processo de desinflação perdeu tração no país. Essa redução foi provocada por pressões inflacionárias no setor de energia, em consequência do conflito entre Estados Unidos e Irã, no Oriente Médio.
O Banco Mundial destaca, contudo, que o Brasil tem sido beneficiado pela resiliência das exportações, também observada em outros países exportadores de commodities e energia da região.
Tarifaço
Além disso, a redução de tarifas americanas melhorou as perspectivas de curto prazo para as exportações regionais, enquanto a entrada em vigor do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul fortaleceu o acesso a novos mercados e reduziu as incertezas para os exportadores.
No relatório, o Banco Mundial projeta que o crescimento da América Latina e do Caribe desacelere para 2,2% em 2026, como resultado da demanda interna fraca e do menor dinamismo da economia global.




