Lula anuncia investimento de R$ 2,7 bi para reflorestar os biomas no país
“O Brasil passa a ser um país com maior credibilidade no mundo para cuidar da questão ambiental”, disse o presidente
Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quarta-feira (10) investimentos da ordem de R$ 2,7 bilhões para reflorestamento nos biomas da Amazônia, Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica.
São cinco novas operações de crédito do Fundo Clima Florestas voltadas à restauração florestal e a sistemas agroflorestais, que somam R$ 834 milhões e pelo menos R$ 210 milhões do Fundo Amazônia, ambos geridos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Somados aos recursos da iniciativa privada para execução dos projetos, os novos contratos alavancam investimentos da ordem de R$ 2,7 bilhões em reflorestamento.
O banco diz que as iniciativas combinam restauração ecológica e produtiva, manejo sustentável e sistemas agroflorestais com uso em espécies nativas, integrando ciência, inovação e impacto social.
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O resultado esperado é restaurar mais de 65,6 mil hectares, gerar mais de 27 mil empregos verdes, garantir o plantio de mais de 108 milhões de árvores de espécies nativas que irão capturar milhões de toneladas de CO2.
Lula destacou que as ações reforçam o compromisso do governo com a preservação do meio ambiente.
“O Brasil passa a ser um país com maior credibilidade no mundo para cuidar da questão ambiental. Poucas vezes um país conquistou, em tão pouco tempo, o respeito que o Brasil conquistou”, disse.
O presidente afirmou que a produção de alimentos tem sido feita com a preservação. “Quando o ministro Capobianco [João Paulo, do Meio Ambiente] fala que a gente diminuiu o desmatamento na Mata Atlântica, no Cerrado, em tantos biomas, é um compromisso que temos em provar ao mundo que vamos tratar de ser grandes produtores de alimentos, de peixe, e de preservar a nossa arte e a nossa floresta. É compatível a convivência disso [desses fatores]”, acrescenta Lula.
Ações
O presidente assinou seis decretos e a sancionou dois projetos de lei. Um deles é a lei que institui a Política Nacional para Recuperação da Vegetação da Caatinga e cria o Programa Nacional para a Recuperação da Vegetação da Caatinga.
A norma busca incentivar a recuperação de áreas degradadas do bioma, ampliar a produção sustentável de alimentos na região, garantir a segurança hídrica e estimular a bioeconomia e o manejo florestal sustentável.
Entre os anúncios, estão ainda a criação do Parque Nacional Povos Indígenas do Rio Tanaru (RO) e a ampliação do Parque Nacional Serra das Confusões (PI).
As ações fortalecem a conectividade ecológica, a conservação de espécies ameaçadas e a valorização do patrimônio natural e cultural do país.
Com informações do BNDES e Ascom/Meio Ambiente
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