Servidores públicos do DF fazem ato contra acordo para salvar o BRB

A manifestação se concentra na Praça do Buriti, onde servidores criticam, em marcha, a possibilidade de restrição a reajustes salariais

Servidores públicos do Distrito Federal de diversas categorias se reúnem, na manhã desta quinta-feira (11/6), na Praça do Buriti, em protesto ao acordo do GDF firmado no Supremo Tribunal Federal (STF) que prevê um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para salvar o Banco de Brasília (BRB).

Em marcha, os manifestantes ocupam as faixas do retorno, entre o Palácio do Buriti e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A via havia sido previamente interditada pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) para evitar impacto no trânsito durante o ato.

O protesto teve início por volta das 9h30 com uma assembleia geral na Praça do Buriti

protesto teve início por volta das 9h30 com uma assembleia geral na Praça do Buriti.

Na ocasião, as entidades sindicais afirmaram que as medidas previstas no acordo com o STF podem resultar em restrições orçamentárias, com impacto direto em futuros reajustes salariais, na realização de novos concursos públicos e na nomeação de aprovados.

A mobilização é organizada por entidades sindicais, entre elas o Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT-DF). Por conta do ato, algumas escolas da rede pública ficaram sem aula devido a adesão de professores.

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Impacto

A funcionária da Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) e conselheira do Conselho Regional de Serviço Social (Cress-DF), Silvia Fernandes, disse que o acordo firmado pelo GDF deve afetar a população como um todo.

“Em vez de se apurar o que aconteceu e responsabilizar os envolvidos, agora teremos esse arrocho fiscal em que os servidores vão ficar 15 anos sem aumento. Isso vai impactar diretamente a nossa vida e os serviços prestados”, criticou Silvia.

O professor Ilson Bernardo defendeu que as ações do Executivo local não podem comprometer o futuro dos servidores. Para ele, a postura do governo com os recursos públicos foi inaceitável.

“O fato do governo ter tido atitude com o patrimônio público da forma como foi é, no mínimo, desconsiderar a massa de servidores que têm uma vida dedicada a prestar um serviço de relevância como é o serviço público”, disse Ilson.

A conselheira tutelar Rayanne Fontenele destacou a importância da mobilização conjunta frente às defasagens que já existem no funcionalismo do DF. “É importante a gente se unir porque hoje a gente tem essa defasagem em todo o serviço público. Então, se isso vai impactar diretamente no serviço público, vai impactar diretamente no atendimento à população também”, disse.

Ela ainda diz que a recuperação do BRB é sim desejada. “A gente quer, sim, que o BRB se mantenha. Mas se custar toda a viabilidade, se custar um bom atendimento para a população inteira, a garantia de direitos de crianças e adolescentes, a gente precisa dar dois passos por trás e pensar em outra solução”, concluiu.

Com informações do Metrópoles

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