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China e Estados Unidos anunciam acordo para pausar guerra comercial

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Negociações visam estabelecer base para relação econômica estável e duradoura entre as duas maiores potências globais

Imagem ilustrativa de bandeiras da China e dos EUA - 20/03/2025
Imagem ilustrativa de bandeiras da China e dos EUA – 20/03/2025 (Foto: REUTERS/Dado Ruvic)

Em um gesto que sinaliza uma trégua na prolongada guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, os governos da China e dos Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (12) um acordo conjunto para suspender temporariamente tarifas bilaterais e retomar o diálogo com vistas a uma relação econômica mais estável e mutuamente benéfica.

O entendimento foi selado após semanas de negociações e será implementado até o dia 14 de maio de 2025. Ambas as partes reconheceram, em comunicado conjunto, “a importância das relações econômicas e comerciais bilaterais para os dois países e para a economia global” e se comprometeram a avançar com base em “abertura mútua, comunicação contínua, cooperação e respeito mútuo”.Play Video

Suspensão de tarifas e recuo em medidas punitivas

Pelo lado norte-americano, o presidente dos EUA concordou em modificar a Ordem Executiva nº 14257, emitida em 2 de abril, suspendendo por 90 dias a tarifa adicional de 24% sobre produtos chineses — incluindo aqueles oriundos de Hong Kong e Macau. A tarifa remanescente de 10% será mantida. Washington também decidiu revogar tarifas adicionais decretadas nas Ordens Executivas nº 14259 e nº 14266, datadas de 8 e 9 de abril, respectivamente.

Em contrapartida, a China anunciou ajustes equivalentes no âmbito do Anúncio nº 4 de 2025 do Comitê Tarifário, suspendendo igualmente por 90 dias a tarifa de 24% sobre produtos norte-americanos, mantendo os 10% restantes. Além disso, o governo chinês cancelará as tarifas adicionais previstas nos Anúncios nº 5 e nº 6, e adotará medidas para suspender ou anular retaliações não tarifárias aplicadas a partir de 2 de abril.

Nova fase de negociações

O acordo prevê ainda o estabelecimento de um mecanismo permanente de consulta para aprofundar os entendimentos no campo econômico e comercial. Pela China, o negociador-chefe será o Vice-Primeiro-Ministro He Lifeng. Os Estados Unidos serão representados pelo Secretário do Tesouro, Scott Bessent, e pelo Representante de Comércio, Jamison Greer.

As conversas poderão ocorrer em solo chinês, norte-americano ou em um terceiro país acordado pelas partes, e envolverão, se necessário, rodadas técnicas sobre temas específicos.

Sinal de distensão

O gesto é interpretado por analistas como um esforço de distensão num cenário internacional marcado por tensões geopolíticas, cadeias de suprimento pressionadas e instabilidade cambial. O acordo poderá abrir caminho para uma normalização gradual das trocas comerciais e para investimentos mais previsíveis entre as duas potências.

Trata-se de um importante passo diplomático que poderá impactar positivamente não apenas os mercados globais, mas também as economias em desenvolvimento que dependem do comércio com China e EUA.

Com informações do Brasil 247

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