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“Zelosa” da imagem de Senna, família vende o piloto ao bolsonarismo em sociedade com Luciano Hang

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A colaboração entre a marca Senna e a Havan, que resultou no lançamento de uma tal Senna Tower, um dos maiores edifícios residenciais do mundo, em Balneário Camboriú, suscita discussões sobre a associação entre a imagem do piloto e a do empresário bolsonarista Luciano Hang, dono da Havan.

A parceria, que une um projeto de alto luxo com um negociante extravagente, o “Véio da Havan”, amplamente reconhecido por suas relações com a extrema direita, condenado em diversos processos (inclusive à prisão), famoso por aliciar seus empregados a votar em Bolsonaro de maneira grotesca, levanta questões sobre as motivações por trás dessa união e os interesses financeiros envolvidos. A construtora é a FG.

Para Hang, é um ótimo negócio: lava a biografia se vinculando ao herói nacional Ayrton Senna, um ícone com reconhecimento global, praticamente um santo. É curioso que Viviane Senna, irmã e dona dos direitos de exploração da marca, tenha topado a parada. Trata-se da mesma Viviane que mandou vetar a participação de Adriane Galisteu na sériie da Netflix. Um possível rigor ético acabou aí, aparentemente.

Hang busca agregar valor ao seu nome e ao seu império. Ele, que já tem forte presença política e comercial, utiliza a imagem do falecido para se posicionar ainda mais como um grande empresário ligado aos maiores empreendimentos imobiliários do país.

Senna passa a figurar ao lado de outras figuras totalmente caídas em descrédito como Neymar, que tem uma cobertura avaliada em R$ 60 milhões numa praia feia que virou sinônimo do que o Brasil tem de mais reacionário.

É inútil especular sobre as orientações políticas de mortos. Em 1989, durante o mandato da prefeita Luiza Erundina, do PT, em São Paulo, foi promovida a reforma do autódromo de Interlagos, que passou a sediar novamente a Fórmula 1 a partir de 1990. Senna deu sua opinião sobre o novo traçado e esteve na Prefeitura, onde posou para fotos abraçado a Erundina.

No entanto, em 1992, deu apoio à candidatura de Paulo Maluf à Prefeitura. O piloto foi almoçar na casa do político, no Jardim América, e, segundo Maluf, o menu foi simples: “arroz, feijão, verdura e salsicha”.

Agora, porém, Ayrton Senna está definitivamente casado com a podridão do bolsonarismo por causa do dinheiro que seus herdeiros querem ganhar.

Com informações do Diário do Centro do Mundo

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