IPCA desacelerou para 0,67% em abril, mas a alta da alimentação e dos produtos farmacêuticos manteve pressão sobre os preços. Queda nas passagens aéreas ajudou a conter o avanço da inflação no mês
Influenciado principalmente pela alta nos preços dos alimentos e dos medicamentos, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, registrou alta de 0,67% em abril. O resultado representa desaceleração em relação a março, quando o índice ficou em 0,88%.
Segundo os dados divulgados nesta segunda-feira (12/5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os nove grupos de produtos pesquisados apresentaram aumento nos preços. O grupo alimentação e bebidas teve a maior variação, com alta de 1,34%, seguido por saúde e cuidados pessoais, que avançou 1,16%.
A alimentação no domicílio registrou alta de 1,64%, impulsionada principalmente pelo aumento nos preços da cenoura, do leite longa vida, da cebola, do tomate e das carnes. Em contrapartida, o café moído e o frango em pedaços apresentaram queda nos preços. Já a alimentação fora do domicílio teve variação positiva de 0,59%.
O gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves, afirma que alguns alimentos vêm enfrentando restrição na oferta, fator que tem pressionado o aumento dos preços. “No caso do leite, com a chegada do clima mais seco, sazonal no período, há redução de pasto, necessitando da inclusão de ração para os animais, o que eleva os custos. Não podemos deixar de mencionar a elevação no preço dos combustíveis, que afeta o preço final dos alimentos por conta do custo do frete”, explicou.
Os transportes desaceleraram e registraram variação de 0,06% em abril, influenciado principalmente pela queda de 14,45% nas passagens aéreas. Por outro lado, os combustíveis apresentaram alta de 1,80%. O subitem com maior impacto individual sobre o índice foi, mais uma vez, a gasolina, cuja alta desacelerou de 4,59% em março para 1,86% em abril.
No grupo saúde e cuidados pessoais, destacaram-se os produtos farmacêuticos, que registraram alta de 1,77%, após a autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos a partir de 1º de abril. Também houve aumento nos artigos de higiene pessoal, com destaque para os perfumes.
Resultado por grupos
- Alimentação e bebidas: 1,34%
- Habitação: 0,63%
- Artigos de residência: 0,65%
- Vestuário: 0,52%
- Transportes 0,06%
- Saúde e cuidados pessoais: 1,16%
- Despesas pessoais: 0,35%
- Educação: 0,06%
- Comunicação: 0,57%
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