Brasília registra menor inflação do país, aponta IBGE

Queda nos preços de transportes ajudou Brasília a registrar a menor inflação do país em abril, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira

Brasília teve a menor inflação do país em abril de 2026, segundo dados divulgados nesta terça-feira (12/5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA, ficou em 0,16% no Distrito Federal, abaixo da média nacional de 0,67%.

O resultado representa uma desaceleração importante em relação a março, quando a inflação em Brasília havia sido de 0,85%. Em abril do ano passado, o índice local foi de 0,04%. Com o resultado de abril, a inflação acumulada no ano no DF chegou a 1,88%. Em 12 meses, o avanço dos preços soma 4,32%.
O IPCA é o indicador oficial da inflação no país e mede a variação de preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias com renda entre um e 40 salários mínimos.

Alimentação teve maior impacto nas altas

Mesmo com a inflação mais baixa do país, sete dos nove grupos pesquisados em Brasília registraram aumento de preços em abril. O grupo alimentação e bebidas foi o que mais pressionou o índice, com alta de 1,21%. Segundo o IBGE, foi a maior variação do segmento desde dezembro de 2023.

Entre os itens que mais subiram estão o leite longa vida, com aumento de 12,68%, a cenoura, com alta de 31,13%, e o melão, que ficou 12,57% mais caro. O tomate também registrou avanço de 5,88%. As refeições fora de casa tiveram aumento de 0,58%.

Por outro lado, alguns produtos apresentaram queda nos preços. O café moído recuou 3,76%, enquanto o frango em pedaços caiu 2,06%. O chocolate e o achocolatado em pó tiveram redução de 4,71%.

Saúde e serviços também ficaram mais caros

O grupo saúde e cuidados pessoais avançou 0,89% em abril. Entre os destaques estão os reajustes em planos de saúde, com alta de 0,50%, além dos aumentos em serviços de dentista, perfumes e medicamentos. Os produtos farmacêuticos tiveram impacto após a autorização do reajuste de até 3,81% nos preços dos medicamentos a partir de 1º de abril. Remédios para pressão alta e colesterol subiram 2,42%, enquanto medicamentos psicotrópicos e anorexígenos avançaram 2,90%.

No grupo despesas pessoais, a alta foi de 0,31%. Serviços como manicure, cabeleireiro e barbeiro registraram aumento nos preços. O custo do empregado doméstico também subiu 0,59%, enquanto os serviços bancários tiveram elevação de 0,93%.

Transportes ajudaram a segurar inflação

O principal fator para a baixa inflação em Brasília foi a queda no grupo transportes, que recuou 1,32% em abril. As passagens aéreas tiveram redução de 10,88%. A gasolina ficou 1,03% mais barata. O ônibus urbano também apresentou queda de 6,58%, influenciado pela gratuidade das tarifas aos domingos e feriados. O seguro voluntário de veículos caiu 0,85%.

Apesar disso, alguns itens ligados ao transporte registraram aumento. O óleo diesel subiu 5,45%, enquanto os preços de automóveis novos avançaram 0,60%.

Como o índice é calculado

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e acompanha a variação de preços para famílias com renda de um a 40 salários mínimos.

A pesquisa abrange 10 regiões metropolitanas do país, além de municípios como Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

Para o cálculo divulgado em abril, o IBGE comparou os preços coletados entre 1º e 30 de abril de 2026 com os registrados entre 4 e 31 de março deste ano.

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