Início Política JUSTIÇA Gilmar Mendes leva quebra de sigilo de Fábio Luís ao plenário físico do STF
JUSTIÇA

Gilmar Mendes leva quebra de sigilo de Fábio Luís ao plenário físico do STF

Pedido de destaque interrompe julgamento virtual no Supremo e leva discussão sobre dados ligados ao filho do presidente Lula para sessão presencial

Compartilhar
Compartilhar

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu levar para julgamento presencial a análise sobre a quebra de sigilo que alcançou Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao apresentar um pedido de destaque, o magistrado interrompeu a tramitação do caso no plenário virtual da Corte, onde os ministros vinham registrando seus votos eletronicamente. 

Com o pedido, o julgamento virtual é automaticamente suspenso e reiniciado em sessão presencial, permitindo que os ministros debatam oralmente o tema no plenário do STF. Até então, o processo estava sendo analisado por dez integrantes do tribunal, já que uma das cadeiras permanece vaga após a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. Os votos poderiam ser apresentados no sistema eletrônico até a próxima sexta-feira (20), mas o destaque apresentado por Gilmar Mendes interrompeu o prazo.

Suspensão anterior de Dino

A discussão no Supremo envolve decisões tomadas anteriormente pelo ministro Flávio Dino. Ele havia determinado a suspensão das quebras de sigilo relacionadas à empresária Roberta Luchsinger, apontada como amiga de Lulinha.

Posteriormente, Dino considerou inválida a votação que aprovou 87 requerimentos de quebra de sigilo apresentados de forma conjunta e sem individualização adequada. Essa decisão acabou beneficiando o filho do presidente, já que a análise coletiva dos pedidos foi considerada irregular.

Apesar disso, os dados de Fábio Luís Lula da Silva já haviam sido encaminhados à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes em descontos aplicados a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Com a decisão do ministro, entretanto, essas informações não podem ser utilizadas, por exemplo, no relatório final da comissão.

Origem do processo no Supremo

O caso chegou ao STF por meio de um recurso apresentado pela defesa de Roberta Luchsinger. A empresária questionou a forma como os requerimentos de quebra de sigilo foram aprovados no âmbito da CPMI.

Embora Dino tenha invalidado a votação coletiva desses pedidos, sua decisão não anulou as quebras de sigilo determinadas pela Polícia Federal e autorizadas diretamente pelo ministro André Mendonça.

*Com informações do Brasil 247

Quer ficar por dentro do que acontece em Brasília, no Brasil e no mundo? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.

Compartilhar
Artigos Relacionados

STF determina prisão de ex-cúpula da PM do DF por omissão nos atos golpistas

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou nesta quarta-feira (11) a prisão de...

25 de fevereiro de 2026 — Justiça por Marielle Franco✊🏾

Hoje o Brasil deu um passo importante contra a impunidade. O Supremo...

Banco Master: o saque ao povo do DF não pode ficar Impune

Manifesto minha profunda indignação sobre o escândalo do Banco Master. Enquanto nossa...

STJ abre sindicância para apurar denúncia contra ministro por importunação sexual 

Três integrantes da Corte foram sorteados como membros do grupo responsável pela...