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Trabalhadores fazem marcha por redução da jornada de trabalho e fim da escala 6×1

Ato será realizado após a Conclat, que vai aprovar as prioridades da pauta trabalhista para os próximos cinco anos

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Na próxima quarta-feira (15), centrais sindicais de todo o Brasil realizam a Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília (DF). A manifestação está programada para depois da Conferência da Classe Trabalhadora (Conclat), que vai aprovar as prioridades da pauta trabalhista para os próximos cinco anos. O documento será entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entre as principais demandas estão a redução da jornada de trabalho sem impacto no salário, o fim da escala 6×1, a regulamentação do trabalho por aplicativos, o combate à “pejotização” e à violência contra a mulher e a regulamentação da negociação coletiva para servidores públicos.

Para Clemente Ganz, da coordenação do Fórum das Centrais Sindicais, o conjunto de prioridades indica uma preocupação com várias frentes dentro da luta trabalhista. “Essa pauta mostra aquilo que nós consideramos estratégico do ponto de vista da participação do trabalho no desenvolvimento do país, participação do ponto de vista do incremento dos salários, do aumento da melhoria das condições de vida, da proteção trabalhista, da proteção previdenciária”, explica em entrevista ao É de Manhã, da Rádio Brasil de Fato.

Ganz detalha o que está em jogo com relação à redução da jornada de trabalho. “Consideramos fundamental que nós tenhamos uma redução da jornada de trabalho e a prioridade é uma redução de 44 para 40 horas. Se tivermos 40 horas, significa uma escala de 5×2. Cinco dias de trabalho a oito horas por dia, dá dois dias de descanso e cinco dias de trabalho. Portanto, nós temos uma mudança da escala, acaba-se com a escala 6×1 e temos dois dias de descanso ao longo da semana. Consideramos fundamental que a legislação delegue, mais uma vez, ao movimento sindical, à negociação coletiva, a regulamentação da escala de trabalho.”

O coordenador do Fórum das Centrais Sindicais também destaca a importância de trazer para o debate, junto ao Congresso Nacional, o tema da regulamentação dos trabalhadores de aplicativos de transporte e entrega. “Muitos países vem enfrentando esse desafio e desenvolvendo regulamentações que, muitas vezes, são provisórias. Vão precisar de aperfeiçoamento permanente até que a gente consiga entender e poder regular de maneira adequada uma situação que é nova do ponto de vista da organização do trabalho e no Brasil”, afirma.

*Com informações do Brasil de Fato

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