Com rejeição em alta, Trump chega à China pressionado por guerra e economia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, começa nesta quarta-feira (13/5) viagem pela China, onde deve se reunir ao menos três vezes com o líder chinês, Xi Jinping. A expectativa é de que assuntos como guerra no Irã, questão de Taiwan, comércio e inteligência artificial estejam na pauta das discussões.

O reencontro dos líderes das duas maiores potências do mundo ocorre com um plano de fundo diferente da última reunião, em outubro de 2025, na Coreia do Sul.

Internamente, o líder norte-americano é alvo de pressões por parte da população dos EUA. Segundo a última pesquisa Atlas/Intel, a desaprovação do republicano chegou a casa dos 59,8% neste mês. O levantamento ainda mostrou que 62,8% dos entrevistados consideram que as políticas econômicas pioraram a economia do país.

É nesse cenário que analistas ouvidos pelo Metrópoles indicam que questões econômicas — como a extensão da trégua na guerra comercial entre EUA e China firmada no último ano — devem ganhar destaque na viagem de Trump.

“Na pauta temos obviamente tarifas, temos cadeias industriais e minerais críticos, Pautas que interessam a Trump e também interessam a China. Acho que o objetivo aqui fundamental é estabilizar a relação entre ambos países, retomar o diálogo e consolidar o diálogo e logicamente avançar na medida do possível nessas negociações e em acordos conjuntos”, explica o cientista político Leandro Gabiati.

A julgar pela comitiva que acompanha o líder norte-americano na viagem, incluindo empresários da Tesla e Apple, a área tecnológica também deve ganhar destaque na ida do republicano a Pequim.

A expectativa é de que temas como inteligência artificial (IA), exportações de tecnologias e minerais de terras raras (fundamentais para setores como Defesa e tecnologia) estejam presentes nas discussões bilaterais.


A agenda de Trump na China (no horário de Brasília)

  • Quarta-feira (13/5), às 23h: Trump é recebido por Xi Jinping no grande Salão do Povo, em Pequim
  • Quarta-feira (13/5), às 23h15: Presidentes participam de reunião bilateral
  • Quinta-feira (14/5), às 7h: Trump e Xi Jinping participam de banquete de Estado
  • Sexta-feira (15/5), à 0h30: Trump e Xi realizam sessão de fotos em Pequim
  • Sexta-feira (15/5), à 0h40: Presidentes participam de “chá bilateral”
  • Sexta-feira (15/5), à 1h15: Trump e Xi participam de almoço

Conflitos

A viagem de Trump à China, prevista para ocorrer em março, precisou ser adiada devido ao início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã — que impacta não só o Oriente Médio, mas também o restante da comunidade internacional.

Por isso, a guerra, que se estende desde fevereiro sem uma solução pacífica, também deve ser discutida entre os dois líderes. Antes de embarcar, Trump conversou com repórteres e confirmou que planeja uma “longa conversa” com Xi sobre o conflito, mesmo considerando não precisar de “ajuda alguma” com o Irã.

A China é a maior parceira comercial do Irã e é afetada diretamente pela crise petrolífera provocada pela guerra. Por isso, Xi deve usar a influência do país para convencer Trump a firmar um acordo com a nação persa.

Teerã, entretanto, já deixou claro que só volta a negociar caso Washington cumpra uma série de exigências.

“Me parece que essa viagem não acontece por acaso, acontece em um momento em que, politicamente, Trump está extremamente enfraquecido. A guerra e os objetivos que tinham da guerra com o Irã não foram alcançados, nenhum deles. Muito pelo contrário. O Irã se tornou uma armadilha da qual Trump não conseguiu, até o momento, sair ileso”, explica o cientista político Gustavo Javier Castro.

A questão de Taiwan, ilha governada de forma autônoma desde 1949, e reivindicada pela China, também será pauta nas conversas entre Trump e Xi. Mais especificamente a venda de armas norte-americanas para Taipei, conforme antecipou o presidente dos EUA.

Antes de o presidente norte-americano chegar ao território chinês, a embaixada da China nos EUA fez um alerta sobre o assunto. Em uma publicação na rede social X, a representação diplomática colocou a questão de Taiwan como principal linha vermelha que não deve ser desafiada na relação entre os dois países.

Com informações do portal Metrópoles

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