Eleições Peru: Fujimori lidera entre peruanos que vivem no Brasil

Segundo dados do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) da Universidade de Brasília, 43 mil peruanos vivem no Brasil

A candidata à presidência do Peru da direita, Keika Fujimori, tem 55,692% dos votos dos peruanos que votaram no Brasil computados até a madrugada deste sábado (13/6). O concorrente dela, o esquerdista Roberto Sánchez, tem 44,308% dos votos registrados. Ao todo, 97% das atas do Brasil foram contabilizadas, o que corresponde a 4.972 votos. Fujimori está vencendo no país pela preferência de 566 eleitores.

Segundo dados do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) da Universidade de Brasília, 43 mil peruanos vivem no Brasil. Quem deixa de votar no exterior, no entanto, não recebe nenhuma multa.

No Brasil,  Fujimori está vencendo em quase todas as cidades onde foram registrados votos, com exceção de Fortaleza e Porto Alegre. O cenário é simular a outros países. A candidata da direia tem 63,396% dos votos do exterior, 78 mil a mais que Sánchez.  São eles que fazem com que ela lidere a corrida presidencial. Nos votos internos, Sánchez tem vantagem de 73 mil votos.

Cenário no Peru é acirrado

Até a madrugada deste sábado (13/6), Fujimori permanece na liderança na disputa, com 50,012% dos votos, ante a 49,988% de Roberto Sánchez.

Keiko Fujimori, candidata à presidência pelo partido Fuerza Popular, cumprimenta seus apoiadores durante o segundo turno das eleições de 2026

O partido de Sánchez, Juntos por el Perú, pediu a anulação da maioria dos votos registrados nos Estados Unidos, sob acusação de irregularidades. No país, Fujimori está vencendo com 76,559%, são quase 31 mil votos de vantagem. De acordo com o documento apresentado à Justiça eleitoral, funcionários do Ministério das Relações Exteriores teriam interferido no processo.

Nesta sexta, Sánchez propôs a Fujimori uma revisão completa dos votos do 2º turno. “Estou convencido de que a força de uma democracia não se mede por quem ganha uma eleição, mas pela confiança que os cidadãos têm no resultado. Quando a diferença é curtíssima de votos entre milhões de sufrágios emitidos, a máxima transparência é uma obrigação democrática”, afirmou Sánchez.

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