Técnicos do TSE apontam ‘inconsistências’ nos gastos de campanha de Bolsonaro

Relatório questiona suspeitas de irregularidades e impropriedades em 16 pontos

BRASÍLIA —  Em relatório de 33 páginas entregue ao ministro do TSE Luis Roberto Barroso, técnicos do Tribunal Superior Eleitoral apontaram “inconsistências” naprestação de contas do presidente eleito Jair Bolsonaro(PSL) e pediram que a campanha forneça, no prazo de três dias, mais detalhes e responda as suspeitas de irregularidades e impropriedades em16 pontos levantados pelos técnicos da Corte Eleitoral, que vão desde falta de documentação e detalhamento sobre serviços contratados de empresas de tecnologia, documentação para comprovar a impressão de santinhos e materiais de campanha, justificativas sobre a devolução de doações recebidas, e até dados de despesas que não haviam sido declarados nas prestações parciais.

“Ao efetuar o exame das manifestações e da documentação entregues pelo candidato, em atendimento à legislação eleitoral, foram observadas inconsistências ou registros na prestação de contas, relatados a seguir, para os quais se solicitam esclarecimentos e encaminhamento de documentação comprobatória”, diz o relatório.

O documento é assinado pela técnica judiciária Marcela de Araújo, e pelos analistas Carlos Henrique Pinheiro e Alexandre Araújo, todos do TSE. A análise da equipe da Corte Eleitoral faz parte do processo de julgamento das contas do presidente eleito levado a cabo pelo TSE.

“Foram aplicadas técnicas de cruzamento e confirmação de dados (procedimento analítico, análise documental, exame de registros e correlação de informações declarada pelo prestador com outras colhidas de declarações de outros prestadores de contas, além de informações voluntariamente enviadas à Justiça Eleitoral durante a campanha”, diz o documento.

Em um dos casos, que os técnicos apontaram como sendo uma diligência necessária e não uma irregularidade, foi constatado que a campanha não apresentou a documentação necessária para deixar claro o papel de cada uma das empresas envolvidas na vaquinha virtual que arrecadou R$ 3,5 milhões para a campanha de Bolsonaro. A empresa que depositou os valores arrecadados pela vaquinha nas contas da campanha foi a Aixmobil Serviços e Participações, que é registrada no TSE para realizar vaquinhas virtuais, mas a campanha não apresentou o contrato com ela para a prestação de serviços de vaquinha virtual. Os técnicos, porém, constataram que a campanha encaminhou uma documentação referente a doações arrecadadas pela AM4 Brasil Inteligência Digital, empresa cujo contrato com a campanha de Bolsonaro prevê a criação da plataforma de arrecadação virtual “Mais que Voto”, utilizada para conseguir doações na internet.

O Globo Mateus Coutinho

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