Haja óleo de peroba…
Depois de passar a segunda-feira 13/I atacando a indicação de “Democracia em Vertigem” ao Oscar 2020 na categoria “Melhor documentário”, agora o PSDB diz que são várias as tentativas de empurrar o partido “para um lado ou para o outro dessa radicalização que vive o Brasil”.
(Como disse o líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta, os tucanos passaram recibo e demonstraram uma grosseria típica de fracassados).
Nesta terça-feira 14/I, o PSDB ainda criou coragem para dizer, no Twitter, que não é “nem de direita, nem de esquerda”.
Veja (se tiver estômago forte):


São várias as tentativas de empurrar o PSDB para um lado ou para o outro dessa radicalização que vive o Brasil.
Não vão conseguir.
Nem direita, nem esquerda. Estamos do lado dos brasileiros. 4915:08 – 14 de jan de 2020Informações e privacidade no Twitter Ads86 pessoas estão falando sobre isso
Como o amigo navegante sabe, “Democracia em Vertigem” narra os bastidores do golpe de Estado que depôs a presidenta Dilma Rousseff em 2016, após intensa articulação que teve justamente o PSDB como um dos protagonistas.
Já em 30/X/2014, o partido pediu uma “auditoria especial” do resultado das eleições presidenciais que garantiram a reeleição de Dilma. Meses depois, em julho de 2015, o candidato derrotado por Dilma nas eleições, Aécio Neves, disse que “esse grupo político que está aí caminha a passos largos para a interrupção do seu mandato”.
O que veio depois desse processo de desestabilização, todos sabem. Em setembro do ano passado, um dos principais militantes do golpe contra Dilma, o ex-senador Aloysio Nunes (PSDB), admitiu que houve uma “manipulação política do impeachment” pela força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba e pelo então juiz (sic) Sergio Moro, hoje ministro de um governo que ele e o PSDB ajudaram a eleger.
“Quando você fala na divulgação do diálogo de Lula com a Dilma, evidentemente você tem uma manipulação política do impeachment. Quando você tem a divulgação da delação de [Antonio] Palocci nas vésperas da eleição presidencial, você tem uma manipulação política da eleição presidencial. Isso feito de caso pensado, como os diálogos revelaram”, disse Aloysio à Folha de S.Paulo.
E o que falar sobre as eleições para o governo de São Paulo em 2018, quando João Doria não só decidiu se aproximar de Jair Bolsonaro, mas utilizar até o nome BolsoDoria?
Será o PSDB capaz de defender que essa atitude condiz com um partido que se diz “nem de esquerda, nem de direita”?
A aguardar os próximos capítulos…
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