
Condenados por tentativa de golpe no Brasil e presos na Argentina relatam más condições nas unidades onde estão detidos. Entre as queixas estão falta de atendimento médico, comida insuficiente, celas sujas e ameaças de morte por outros detentos. Um dos presos, Wellington Luiz Firmino, afirmou: “Meus 49 dias preso [na Argentina] foram mil vezes piores do que meus 11 meses na Papuda”, disse durante entrevista ao UOL.
“Era uma cela solitária, que não tinha banheiro, tinha apenas um buraco no chão e uma canequinha pra tomar banho, um fiozinho d’água que você não tem noção do que era… Pernilongo para todo lado”, continuou.
Firmino, condenado a 17 anos por participação nos atos terroristas de 8 de janeiro, foi preso na Argentina em 18 de novembro, dias após zombar do pedido de extradição expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Ele está com outros brasileiros no Complexo de Ezeiza.
Outro detento, Rodrigo Ramalho, relatou que ficou mais de um mês sem atendimento após se machucar e diz viver à base de doações da família.
“Passei 53 dias trancado em uma cela sem sol, sem comida, sem cuidados médicos. Só com a ajuda da família […] Me sinto abandonado, esquecido em um país estrangeiro”, relatou.
Joel Borges, também preso, descreveu uma cela “do tamanho de uma casinha de cachorro” e afirmou que só podia tomar banho a cada cinco dias.
A analista Ana Paula de Souza, presa desde novembro, afirma que não recebe os medicamentos de que precisa para uma doença autoimune. Ela relata dores diárias e disse ter desmaiado após uma crise de pânico. “Já fui ameaçada de morte dentro da prisão e roubada por outras detentas”, contou.
O advogado Pedro Gradin, que defende parte dos detentos, argumenta que o sistema prisional argentino está em colapso e que há presos com problemas de saúde sem acesso a tratamento. Ele também afirma que os brasileiros não devem ser extraditados por se tratarem de “perseguidos políticos”, e não de criminosos comuns.
Os presos relatam receber apenas duas refeições por dia — almoço e jantar — e que, muitas vezes, contam com doações de amigos para conseguir se alimentar.
Ainda de acordo com os relatos, os detentos não estudam nem trabalham dentro da prisão e não fazem exercícios físicos por problemas de saúde. O único livro disponível é uma Bíblia. A única atividade de lazer, segundo Firmino, é assistir a filmes na TV da cela.
Procurados, os órgãos responsáveis pelo sistema penitenciário argentino não se pronunciaram.
Com informações do Diário do Centro do Mundo
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