Acusado de machismo, o desembargador Luis César de Paula Espíndola concedeu a declaração em um julgamento sobre assédio contra uma menina de 12 anos. Vídeo
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou por unanimidade a instauração nesta terça-feira (14) de um processo administrativo disciplinar contra o desembargador Luis César de Paula Espíndola, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).
Durante uma sessão em 3 de julho de 2024, Espíndola afirmou que “as mulheres estão loucas atrás dos homens”. O magistrado participava de um julgamento sobre um caso de assédio de um professor contra uma menina de 12 anos.
Segundo o corregedor do CNJ, Mauro Campbell Marques, o caso envolvendo o Espíndola foi “gravíssimo” e disse que o desembargador tem um “descaso para com o combate à desigualdade de gênero e à violência contra mulheres e meninas”.
Espíndola continuou recebendo salários e penduricalhos no período de afastamento. Conforme o CNJ, o rendimento líquido foi de R$ 61.480,72 em setembro. O desembargador está afastado desde julho do ano passado, por decisão do CNJ.
*Com informações do Brasil 247
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