O presidente ainda deve definir alternativas à MP 1303 e selar possível entrada de Boulos no governo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarca em Brasília nesta terça-feira (14), após viajar para Roma, onde participou da Semana Mundial da Alimentação, organizada pela ONU, e teve seu primeiro encontro com o Papa Leão XIV. Ao voltar ao país, o chefe do Executivo pretende definir três temas centrais: o nome que sucederá Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF), alternativas fiscais para equilibrar as contas públicas de 2026 e o futuro político do deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP). As informações são do g1.
Durante entrevista concedida na capital italiana nesta segunda-feira (13), Lula foi questionado sobre a indicação ao STF e destacou que a escolha não se dará por amizade, mas por competência. “Eu quero uma pessoa, não sei se mulher ou homem, não sei se preto ou branco, eu quero uma pessoa que seja antes de tudo uma pessoa gabaritada para ser ministro da Suprema Corte. Eu não quero um amigo. Eu quero um ministro da Suprema Corte que terá como função específica cumprir a Constituição brasileira. É isso que eu quero”, afirmou.
Disputa pela vaga de Barroso no STF
Os principais cotados para ocupar a vaga são Jorge Messias, advogado-geral da União e considerado o favorito pela proximidade com Lula; Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado; Bruno Dantas, presidente do Tribunal de Contas da União (TCU); e Daniela Teixeira, ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que desponta como opção em caso de pressão pela escolha de uma mulher.
A indicação, no entanto, não será apenas técnica. Movimentos sociais e entidades jurídicas intensificam a cobrança por uma representação feminina e, especialmente, negra no Supremo. Mesmo assim, integrantes do governo acreditam que Messias leva vantagem pela confiança pessoal consolidada com Lula nos últimos meses, principalmente após a nomeação de Flávio Dino.
Alternativas fiscais após derrota no Congresso
Além da sucessão no STF, o presidente busca soluções para recompor a arrecadação após a queda da medida provisória que previa aumento de impostos e perdeu validade sem votação no Congresso. A ausência de medidas aprovadas para reduzir gastos — como corte de supersalários, reforma da Previdência dos militares e revisão de benefícios fiscais — aumenta a dificuldade para cumprir a meta de 2026.
Em entrevista, Lula afirmou que pretende ampliar a cobrança sobre setores do sistema financeiro. “Eu vou reunir o governo para discutir como é que a gente vai propor que o sistema financeiro, sobretudo as fintechs – e tem fintech hoje maior do que banco –, que elas paguem o imposto devido a esse país”, disse.
Guilherme Boulos cotado para ministério
Outro tema em análise é a nomeação do deputado Guilherme Boulos para a Secretaria-Geral da Presidência, atualmente ocupada por Márcio Macêdo. A pasta é responsável por articular o governo com movimentos sociais, área na qual o deputado do PSOL tem ampla atuação.
Boulos esteve à frente da organização das manifestações de 21 de setembro, que levaram milhares de pessoas às ruas em diferentes capitais. A mobilização chamou a atenção do Planalto, que avalia a entrada do deputado como um reforço na relação direta com a sociedade civil.
A decisão, no entanto, enfrenta dois obstáculos: a necessidade de realocar Márcio Macêdo em outro cargo de relevância e as resistências dentro do PSOL e do PT quanto à ida de Boulos para um ministério.
Com informações do brasil247
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