Presidente do PT afirma que cenário político já entrou em ritmo de campanha após Câmara derrubar MP alternativa ao IOF
O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, avaliou nesta segunda-feira (13) que a retirada de pauta da Medida Provisória alternativa ao IOF, ocorrida na semana passada, sinaliza um marco na transição do governo para o ambiente eleitoral. A declaração foi dada durante almoço promovido pelo Esfera Brasil, em São Paulo.
Edinho destacou que a decisão do Congresso expôs o início de uma nova fase. “O processo eleitoral foi deflagrado. Se eu gosto, se eu não gosto, se isso é bom ou não é bom, isso é juízo de valor. O fato é que o processo eleitoral foi deflagrado e ele não volta mais. Eu acho que daqui para frente nós vamos no ritmo da disputa eleitoral. Até o fim. Não tem como mais voltar”, afirmou.
Conselhão e diálogo com setores produtivos
Em sua fala, o presidente do PT defendeu o papel do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, recriado por Lula em 2023. Ele classificou o órgão, conhecido como Conselhão, como peça central para a formulação de políticas estratégicas, especialmente nas áreas de infraestrutura e habitação, com destaque para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa, Minha Vida.
Segundo Edinho, o governo pode explorar novos mecanismos de diálogo para reforçar a integração com o setor produtivo. “Podemos aprimorar, criar outros instrumentos de diálogo, para organizar as cadeias produtivas”, sugeriu.
Ajustes fiscais e revisão de incentivos
Na área econômica, o dirigente petista defendeu prioridade para o debate em torno da revisão dos gastos tributários, estimados em R$ 870 bilhões ao ano. Ele lembrou que o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), apresentou em agosto um projeto para reduzir incentivos fiscais de forma linear, com expectativa de gerar R$ 20 bilhões adicionais à arrecadação já em 2025. A proposta ainda tramita na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados.
Edinho enfatizou que a criação de empregos deve ser a principal via de distribuição de renda. “Há duas formas de distribuir renda no mundo. Primeiro, emprego; segundo, transferência de renda por impostos. Não há uma terceira. E eu acho que a forma mais saudável não é tributo. A forma mais saudável é emprego”, ressaltou.
Segurança pública e riscos da politização
Outro ponto abordado pelo presidente do PT foi a segurança pública. Ele criticou a forma como o tema vem sendo explorado politicamente e defendeu que a questão seja enfrentada de maneira racional. Para Edinho, é necessário avançar em políticas que envolvam tanto o tratamento adequado a adolescentes em conflito com a lei quanto a reinserção de ex-detentos na sociedade.
“A PEC da Segurança é politizada. Tenho receio do que vai sair. É uma oportunidade ímpar para criar uma política de segurança pública que seja perene, e não seja sazonal”, alertou.
Com informações do brasil247
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