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Governo Macron cede à esquerda e suspende reforma previdenciária

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França atravessa caos político em meio a novos embates em torno da questão previdenciária entre neoliberais, esquerdistas e extrema direita

O primeiro-ministro da França, Sebastien Lecornu, suspendeu nesta terça-feira (14) um plano de reforma previdenciária impopular até depois da eleição presidencial de 2027, informaram agências internacionais. 

O governo do presidente Emmanuel Macron se viu forçado a ceder à pressão dos parlamentares de esquerda. Mais cedo, Lecornu havia decidido tomar essa medida como parte de um acordo com o Partido Socialista para evitar um voto de desconfiança, de acordo com a emissora BFMTV. 

Lecornu fez o anúncio no parlamento como parte de uma última tentativa de forjar as condições para a aprovação de um orçamento para 2026. “Vou propor ao Parlamento, a partir deste outono, que suspendamos a reforma previdenciária de 2023 até a eleição presidencial”, disse Lecornu aos parlamentares. “Nenhum aumento na idade de aposentadoria ocorrerá de agora até janeiro de 2028”, enfatizou. 

Apesar de o governo Macron ter recuado, lideranças da esquerda criticaram a medida. “E agora todos vão fingir que não ouviram que a suspensão da reforma tem um prazo determinado. E aí ela retoma o seu curso”, disse o líder de esquerda Jean-Luc Mélenchon. 

Crise política

A França atravessa sua pior crise política em décadas, com uma sucessão de governos minoritários procurando impor orçamentos neoliberais por meio de uma legislatura dividida em três blocos ideológicos distintos. Lecornu é o sexto primeiro-ministro de Macron em menos de dois anos. O novo gabinete foi nomeado apenas uma semana após a renúncia do anterior — que havia durado apenas uma única noite.

Os partidos de extrema direita Reagrupamento Nacional (RN) e de direita União das Direitas pela República (UDR) apresentaram na segunda-feira (13) uma moção de censura contra o segundo governo Lecornu. A França Insubmissa, de esquerda, também apresentou na segunda uma moção de censura contra o governo, assinada por membros do Partido Comunista, dos Verdes e deputados estrangeiros.  

*Com informações do Brasil 247

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