Ceilândia em Alerta — A morte de um jovem de 19 anos por afogamento voltou a chamar a atenção para os riscos de nadar no Lago Paranoá, um dos principais espaços de lazer do Distrito Federal. Segundo dados do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF), entre janeiro e junho de 2026, foram registrados 56 afogamentos em todo o DF, dos quais 33 ocorreram na região do Paranoá. Em 2025, o lago concentrou 25 dos 56 casos registrados no ano, com seis mortes.
A vítima mais recente foi Davi Emanuel de Souza Macedo da Silva, de 19 anos, que morreu na segunda-feira (12/10), nas proximidades da ponte JK. De acordo com os bombeiros, mergulhadores localizaram o jovem após cerca de 20 minutos de buscas na água.
A operação de socorro mobilizou aproximadamente 12 profissionais, que se revezaram durante cerca de 50 minutos na tentativa de reanimar a vítima. Apesar dos esforços da equipe, o jovem não resistiu.
Davi trabalhava havia dois anos como garçom no restaurante Churrasquinho do Bruce, em Taguatinga. Ele estava de folga no dia do acidente. Em nota, o estabelecimento lamentou a morte e destacou a responsabilidade e a dedicação do funcionário, lembrado pelos colegas como um rapaz querido e de confiança.
O velório está previsto para esta quarta-feira (14/10), no Cemitério Campo da Esperança, em Taguatinga.

Outro caso fatal foi registrado em 30 de julho deste ano, quando um adolescente de 13 anos morreu no Poção do Paranoá, nas proximidades da barragem. Na ocasião, o CBMDF mobilizou equipes terrestres e um helicóptero para realizar as buscas.
Os episódios reforçam o alerta sobre os perigos de nadar em ambientes naturais. Mesmo pessoas que sabem nadar podem enfrentar situações de risco devido à profundidade, às condições da água e a limitações físicas inesperadas.
O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal recomenda que frequentadores do lago adotem medidas de prevenção para evitar acidentes e proteger a vida durante atividades aquáticas.
Entre as orientações estão manter atenção constante às crianças, evitar entrar na água sozinho e não se afastar excessivamente da margem. A corporação também aconselha não consumir bebidas alcoólicas antes ou durante atividades na água e nunca mergulhar de cabeça em locais cuja profundidade seja desconhecida.
Os bombeiros alertam ainda para a importância de não superestimar a própria capacidade de natação. Em atividades que exigem equipamento de segurança, deve-se utilizar um colete salva-vidas adequado. Boias infláveis não substituem esse equipamento.
A prevenção é essencial para reduzir os riscos de afogamento e evitar novas tragédias em áreas de lazer do Distrito Federal. Em caso de emergência, a orientação é acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.
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Fonte: Correio Braziliense



