A extrema direita disputa o estado de Santa Catarina nas eleições deste ano. A chapa bolsonarista se desenha com Carlos Bolsonaro e Carol De Toni, ambos do PL, como candidatos ao Senado pelo estado. De Toni foi colocada no páreo depois que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) preteriu Esperidião Amin (PP) e optou pela formação de uma “chapa pura”, aponta a jornalista Elaine Tavares em entrevista ao É de Manhã, da Rádio Brasil de Fato.
Tavares diz que, por não ser catarinense, Carlos tem cometido gafes, mas o eleitorado parece não se importar, já que ele figura em boa posição nas pesquisas de intenção de voto. “Bolsonarismo é uma religião. Por mais que ele dê os seus balões, seus foras, existe essa coisa de votar no bolsonarismo. E nessa onda vai o Jorginho Mello, que é o candidato à [reeleição para] governador”, afirma. Nas eleições passadas, Mello foi eleito com mais de 70% de votos.
A jornalista afirma que, além da popularidade, a proximidade do atual governador com a família Bolsonaro frustrou qualquer tipo de plano de compor uma frente de direita mais ampla, com o atual prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), como possível candidato ao governo.
Na oposição, Elaine Tavares conta que houve uma tentativa de se organizar em torno de Gelson Merisio (Solidariedade), segundo ela, um político “bastante tradicional e que pende mais para direita do que para esquerda”. “É uma candidatura que não cola muito na base da esquerda, embora conte com apoio do PT e do Psol. Ele foi imposto pelo Lula e é o candidato”, aponta.
Tavares diz que, apesar disso, vê como positiva a união entre as legendas mais progressistas, o que seria a única forma possível, atualmente, de fazer frente ao bolsonarismo enraizado no estado.
Para o Senado, o candidato Décio Lima (PT) tenta uma vaga ao lado de Afrânio Boppré (Psol), formando a chapa mais progressista em Santa Catarina, embora com poucas chances de vitória. Dentre as razões para esse cenário, está o fato de que os dois partidos não têm inserção suficiente na população catarinense. “O PT sistematicamente tem ficado aí com 25, no máximo 30%. O Psol é visto como um PT rosa. Então não tem muita força aqui.”
Além disso, segundo a comunicadora, falta informação qualificada no estado de Santa Catarina. “A população é muito desinformada. Infelizmente, nós não temos jornalismo, não temos mídia, nós não temos jornal”, diz.
*Com informações do Brasil de Fato
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