Operação realizada pela PF que mirou Cláudio Castro e o dono da Refit cumpriu mandados de busca e apreensão autorizados por Moraes
A operação da Polícia Federal (PF) que mirou o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) na manhã desta sexta-feira (15/5) também realizou buscas e apreensão contra outras autoridades e figuras públicas.
Os mandados foram autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal.
A Operação Sem Refino apura um suposto esquema bilionário envolvendo o Grupo Refit, antigo nome da Refinaria de Manguinhos.
O Grupo Refit, comandado pelo empresário Ricardo Magro, é apontado pela Receita Federal como um dos maiores devedores tributários do país, acumulando dívidas superiores a R$ 26 bilhões.
Entre os investigados, está Guaraci de Campos Vianna, que é desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
O nome de Vianna havia surgido anteriormente nas investigações, quando, em março deste ano, a Corregedoria Nacional de Justiça determinou o afastamento imediato do desembargador após suspeitas de decisões consideradas excessivamente favoráveis ao Grupo Refit.
Renan Miguel Saad, que atuava como procurador-geral do Rio de Janeiro, foi alvo de mandados de busca e apreensão da PF e de um pedido de afastamento do cargo.
Apesar de estar no cargo durante as ações que culminaram nas investigações, Saad foi exonerado do posto no fim de abril, em meio à troca de governo no Rio de Janeiro.
Há ainda dois escrivães da Polícia Federal que, além dos pedidos de afastamentos dos cargos que ocupavam, tiveram endereços alvo de busca e apreensão pelos investigadores da PF. São eles: Márcio Cordeiro Gonçalves e Maxwell Moraes Fernandes.
As buscas e apreensões realizadas pela Polícia Federal na manhã desta sexta miraram, ao todo, 14 pessoas. Veja quem são:
- Cláudio Bomfim de Castro e Silva, ex-governador do Rio de Janeiro;
- Juliano Pasqual, ex-secretário de Fazenda do Rio de Janeiro (em dois endereços);
- Renato Jordão Bussiere, ex-presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea);
- Renan Miguel Saad, ex-procurador-geral do Estado do Rio de Janeiro;
- Guaraci de Campos Vianna, desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do RJ;
- Jonathas Assunção Salvador Nery, integrante do núcleo empresarial vinculado à Refit;
- Adilson Zegur, ex-subsecretário de Receita da Sefaz/RJ;
- Jose Eduardo Lopes Teixeira Filho, operador no núcleo administrativo-fiscal do esquema vinculado à Refit;
- Álvaro Barcha Cardoso, intermediário central no núcleo de influência institucional do esquema vinculado à Refit;
- Roberto Fernandes Dima, integrante do núcleo empresarial vinculado à Refit;
- Márcio Cordeiro Gonçalves, escrivão da Polícia Federal;
- Márcio Pereira Pinto, escrivão da Polícia Federal (em dois endereços); e
- Maxwell Moraes Fernandes, policial civil do Estado do Rio de Janeiro.
A Polícia Federal também efetuou buscas em duas empresas: a Empresa Refinaria De Manguinhos – Refit, e a Empresa Fidd Administração de Recursos Ltda.
O empresário e dono do Grupo Refit, Ricardo Magro, foi alvo da operação e recebeu mandado de prisão preventiva. Magro mora em Miami (EUA). Por isso, a PF incluiu seu nome na Difusão Vermelha da Interpol.
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