Aprovação de Lula é maior que reprovação pela 1ª vez, diz pesquisa BTG/Nexus

A aprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) superou a desaprovação pela primeira vez em quatro meses, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (15). O levantamento mostra que a gestão petista é aprovada por 48% dos eleitores, enquanto 47% desaprovam. O resultado configura empate técnico dentro da margem de erro.

Na rodada anterior, divulgada em 25 de maio, o cenário era inverso: 48% desaprovavam o governo e 47% aprovavam. Os que não souberam ou não responderam somam agora 4%.

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A pesquisa também trouxe novos dados sobre a disputa presidencial e mostrou que a rejeição ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou a 52%, o maior índice já registrado por ele na série histórica do instituto. Desde abril, a rejeição ao filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro vem subindo, sempre dentro da margem de erro, mas com trajetória contínua de alta.

Dawisson Belém Lopes, professor de Política Internacional e Comparada da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), destacou a volta dos números positivos a uma grande pesquisa.

Em abril, 48% dos entrevistados diziam que não votariam em Flávio de jeito nenhum. Em maio, o índice passou para 50%. Agora, chegou a 52%. Por outro lado, 25% afirmam que Flávio é o único candidato em quem votariam, enquanto 20% dizem que poderiam votar nele.

No quesito rejeição, Flávio aparece atrás apenas do deputado federal Aécio Neves (PSDB), rejeitado por 62% dos entrevistados. Lula, para comparação, tem rejeição de 47%. Ao mesmo tempo, 38% dizem que o petista é o único candidato em quem votariam, e 14% afirmam que poderiam votar nele.

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Entre os demais nomes testados, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) é rejeitado por 37%. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) aparece com 39%. Renan Santos (Missão) tem 36%, mesmo percentual do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa (DC). Cabo Daciolo (Mobiliza) é rejeitado por 46%, e Augusto Cury (Avante), por 35%.

O levantamento indica ainda que Lula é o nome com maior preferência para ser eleito. Ao todo, 40% dos entrevistados dizem preferir que ele tenha mais quatro anos na Presidência. No mês passado, eram 39%.

Já 31% afirmam preferir Flávio Bolsonaro ou algum outro candidato apoiado por Jair Bolsonaro. Em maio, esse grupo somava 34%. O percentual dos que preferem um candidato que não seja apoiado nem por Lula nem por Flávio subiu de 18% para 24% em um mês.

Os números mostram um ambiente eleitoral ainda dividido, mas com sinais simultâneos de recuperação do governo Lula e desgaste de Flávio Bolsonaro. A alta da rejeição do senador ocorre em meio à tentativa do bolsonarismo de consolidá-lo como principal nome do campo para a corrida presidencial.

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O Nexus ouviu 2.017 pessoas por telefone nas 27 unidades da Federação entre 12 e 14 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06645/2026.

Com informações DCM

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