Ex-deputado responde no STF a uma acusação de coação no curso do processo no contexto das investigações relacionadas aos atos de 8 de janeiro
Às vésperas do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), marcado para esta terça-feira (16/6), o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro intensificou as críticas à Corte e ao ministro Alexandre de Moraes. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que está prestes a ser alvo de uma “condenação em retaliação” e pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a integrantes do governo norte-americano que retomem sanções contra o magistrado.
Eduardo responde a uma acusação de coação no curso do processo no contexto das investigações relacionadas aos atos de 8 de janeiro. Segundo a acusação, ele teria atuado para interferir ou dificultar o andamento das apurações
Na mensagem divulgada na plataforma X, o ex-parlamentar associou sua situação a episódios que classifica como perseguição política e afirmou que o STF estaria utilizando instrumentos jurídicos contra adversários. Ao se dirigir diretamente a Trump e a integrantes de sua administração, defendeu a reativação de medidas econômicas e diplomáticas contra Moraes, alegando que a suspensão dessas sanções teria fortalecido a atuação do ministro.
🇧🇷🇺🇸 BRAZIL’S SUPREME COURT IS PREPARING TO CONVICT ME IN RETALIATION AGAINST PRES. TRUMP
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) June 15, 2026
This is how a political court operates – and Trump knows better than anyone how lawfare can be weaponized against political opponents.
President @realDonaldTrump , Secretary Rubio, and… pic.twitter.com/Ovy40L62On
Eduardo também contestou um dos fundamentos da acusação. Segundo ele, a interpretação de que suas articulações junto a autoridades do governo dos Estados Unidos poderiam configurar crime equivaleria a tratar integrantes da administração norte-americana como participantes de uma organização criminosa.
Relembre o caso
A investigação sobre a atuação internacional do filho de Jair Bolsonaro teve origem em apurações sobre contatos mantidos com integrantes do governo dos Estados Unidos. Em novembro do ano passado, o STF aceitou, por unanimidade, denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) relacionada a esse caso.
De acordo com as investigações, Eduardo teria atuado junto a integrantes da equipe do presidente Donald Trump para defender medidas como a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros e a suspensão de vistos de autoridades do governo federal e de ministros do STF.
O ex-deputado está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Em sua publicação, afirmou que as autoridades brasileiras demonstram hostilidade não apenas contra ele, mas também contra integrantes da atual administração norte-americana. Segundo Eduardo, agentes públicos dispostos a silenciar adversários políticos dentro de seus próprios países poderiam adotar a mesma postura contra pessoas no exterior que manifestem apoio a seus opositores.



