Lula chega a 62% entre beneficiários do Bolsa Família e impõe derrota a Flávio Bolsonaro

Presidente abre 42 pontos de vantagem sobre o senador bolsonarista nesse segmento, segundo pesquisa BTG/Nexus

A pesquisa BTG/Nexus sobre a eleição presidencial de 2026 mostra que Lula mantém ampla vantagem entre beneficiários do Bolsa Família, um dos segmentos mais importantes do eleitorado brasileiro. No cenário 1 de primeiro turno, o presidente chega a 62% entre eleitores que recebem o programa ou vivem em domicílios com beneficiários. Flávio Bolsonaro aparece com apenas 20%.

O levantamento foi realizado entre os dias 12 e 14 de junho, com 2.017 eleitores em todo o país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e o registro no TSE é BR-06645/2026.

A diferença de 42 pontos nesse grupo revela a força das políticas sociais na sustentação eleitoral de Lula. O dado também expõe a dificuldade do bolsonarismo em dialogar com os setores populares mais diretamente alcançados por programas de transferência de renda.

Políticas sociais fortalecem Lula

O desempenho de Lula entre beneficiários do Bolsa Família confirma uma conexão histórica do presidente com as camadas populares. A pesquisa mostra que, nesse segmento, o presidente lidera com folga e se distancia amplamente de Flávio Bolsonaro.

A série histórica também é favorável a Lula. Entre beneficiários, o presidente tinha 58% em março, 58% em abril, 57% em maio e agora chega a 62%. Flávio Bolsonaro, no mesmo grupo, saiu de 24% em março para 20% em junho.

O movimento aponta para uma dupla tendência: crescimento de Lula e queda de Flávio entre os beneficiários. O resultado reforça o impacto político das políticas de proteção social e mostra que o presidente segue sendo percebido como o nome mais associado à defesa dos mais pobres.

Flávio perde espaço entre os mais vulneráveis

Para Flávio Bolsonaro, o dado é particularmente negativo. O senador aparece com apenas um quinto das intenções de voto entre beneficiários do Bolsa Família, justamente em um segmento decisivo para qualquer eleição presidencial no Brasil.

A distância de 42 pontos mostra que o bolsonarismo enfrenta forte resistência entre eleitores de menor renda e famílias atendidas por programas sociais. Mesmo com a tentativa de disputar esse eleitorado, Flávio não consegue se aproximar de Lula.

A pesquisa indica que a memória social dos governos Lula continua sendo um ativo eleitoral poderoso. O presidente aparece como o candidato mais identificado com renda, emprego, alimentação, inclusão e proteção das famílias vulneráveis.

Lula também lidera entre os mais pobres

O recorte por renda confirma a mesma tendência. No segundo turno contra Flávio Bolsonaro, Lula marca 59% entre eleitores com renda familiar de até um salário mínimo, contra 34% do senador. Entre os que recebem de um a dois salários mínimos, o presidente tem 57%, contra 37% de Flávio.

Esses números mostram que a vantagem de Lula não se limita aos beneficiários diretos do Bolsa Família. Ela se estende ao conjunto das faixas de renda mais baixas, justamente onde políticas públicas, salário mínimo, emprego e programas sociais têm impacto mais direto.

O desempenho reforça a centralidade da agenda social na disputa de 2026. Enquanto Lula aparece como representante de um projeto de inclusão, Flávio Bolsonaro permanece associado a um campo político que enfrenta rejeição elevada entre os mais pobres.

Base popular sustenta liderança nacional

A força de Lula entre beneficiários do Bolsa Família ajuda a explicar sua liderança nacional. No cenário 1 de primeiro turno, o presidente aparece com 42% no total da amostra, contra 33% de Flávio Bolsonaro. No cenário 2, Lula tem 43%, contra 34% do senador.

No segundo turno, Lula também vence Flávio por 49% a 43%. Parte importante dessa vantagem vem justamente dos segmentos populares, nos quais o presidente abre margens muito amplas.

A pesquisa mostra que Lula segue com forte enraizamento social. Entre os brasileiros que mais dependem de políticas públicas, o presidente não apenas lidera: domina a disputa. Para Flávio Bolsonaro, o resultado revela uma barreira difícil de superar.

Com informações Brasil 247

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