Ceilândia em Alerta — O Irã afirmou que não pretende retomar negociações com os Estados Unidos até que as condições apresentadas pelo governo iraniano sejam atendidas. A declaração foi feita pelo secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, após o presidente norte-americano Donald Trump sinalizar disposição para negociar o fim da guerra.
Rezaei afirmou que Trump tem apresentado sinais contraditórios sobre a possibilidade de diálogo com Teerã. Segundo o representante iraniano, o presidente dos Estados Unidos alterna declarações sobre a inexistência de negociações com manifestações de disposição para conversar.
O secretário também afirmou que a situação envolvendo o petróleo e o Estreito de Ormuz mudou e que as tentativas de minimizar os impactos do conflito não impediriam novos acontecimentos.
“Não haverá negociações até que as condições do Irã sejam atendidas”, declarou Rezaei em uma publicação nas redes sociais.
Trump, por sua vez, afirmou na segunda-feira (14/9) que os Estados Unidos estão abertos à possibilidade de um acordo com o Irã. O presidente norte-americano disse que Teerã estaria interessado em chegar rapidamente a um entendimento e que caberia aos EUA decidir se participariam das negociações.
A crise também envolve o Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte mundial de petróleo. Trump afirmou que o petróleo voltou a circular pelo estreito e defendeu que países que, segundo ele, não ajudaram os Estados Unidos durante a crise deveriam reembolsar o governo norte-americano pelos custos envolvidos.
O conflito entre Estados Unidos e Irã também tem provocado forte impacto financeiro para Washington. Segundo dados do Departamento de Guerra citados pelo Metrópoles, a guerra teria custado US$ 33,4 bilhões aos cofres públicos norte-americanos entre fevereiro, quando o conflito começou, e 29 de junho.



